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Governo de Obama amplia a
verba para ogivas nucleares
Em discurso na Universidade
Nacional de Defesa, nos arredores de Washington, o vice de Obama, Joseph Biden,
defendeu o aumento de quase 10%, para US$ 7 bilhões, dos gastos com manutenção
ogivas nucleares, e ainda considerou que isso não contradiz a promessa de abril
do presidente de “um mundo livre de armas nucleares”.
Note-se que essa verba é apenas
“para manutenção”, estando previsto em outros itens do orçamento, inclusive fora
dos recursos do Pentágono, o dinheiro para o “desenvolvimento”,
“aperfeiçoamento” e “teste” de novas ogivas. Biden – espantem-se – ainda
atribuiu aos governos precedentes “anos de negligência” com as ogivas nucleares.
Parte dos arsenais atômicas estaria nada menos que “antiquada” ou em condições
“nem sempre ideais”.
Enquanto o tratado de mísseis
estratégicos que substituirá o Start não é acertado entre EUA e Rússia, e não
fica pronto o “escudo antimíssil” recentemente remendado por Obama, o governo
norte-americano prossegue com as prestidigitações sobre o tema, como a cúpula de
abril em Washington sobre “segurança nuclear”. Enquanto isso, o congresso dos
EUA continua sem ratificar o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares.
Segundo a agência EFE, o governo Obama está ultimando os últimos retoques na
“Revisão da Política Nuclear”. Resta saber se essa revisão incluirá o fim, em
sua doutrina de guerra, dos ataques nucleares “preventivos” a países desarmados. |