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União Europeia condena
assassinato do Mossad
Os ministros de relações externas da União
Europeia firmaram declaração conjunta condenando o assassinato do líder do
Hamas, Mahmud Al Mabhuh em Dubai no dia 20 de janeiro.
“Esta ação não pode contribuir para a paz e a
estabilidade do Médio Oriente”, diz a declaração. O documento condena o uso
pelos terroristas de passaportes e cartões de crédito falsificados. Todos os
países da União Européia assinaram o texto que foi redigido e apresentado
pela França, Alemanha, Inglaterra e Irlanda, países que tiveram seus
passaportes falsificados para uso dos agentes do Mossad em sua estada em
Dubai.
O texto, aprovado no dia 23 deste mês,
felicita também a polícia de Dubai, cuja eficiência foi capaz de pegar os
criminosos em flagrante.
No mesmo dia o presidente francês, Nicholas
Sarkozy, declarou: “A França condena esta execução. É um método que ninguém
pode justificar”.
No caso de Mabhuh, a questão fica agravada
pelo fato de seu corpo ter sido localizado com sinais de tortura por choque
elétrico e estrangulamento, além de ser uma execução de uma liderança de um
povo que luta por seu direito à soberania e libertação de seus territórios,
direito reconhecido mundialmente como inalienável.
O embaixador de Israel na Inglaterra, Ron
Prosor, encontrou-se no dia 18 com secretário-geral do Foreign Office
(Ministério do Exterior da Inglaterra), Peter Ricketts. O secretário inglês
declarou que Prosor foi chamado “para prestar informações complementares”
sobre o assassinato. Zion Evrony, embaixador israelense em Dublin, também
foi convocado na mesma data. Ambos negaram-se a prestar informações sobre a
ação dos agentes do Mossad, apesar da declaração do ministério inglês de que
“espera que Israel coopere plenamente com as investigações”.
O chefe da polícia de Dubai, Dhahi Khalfan,
assegurou que as investigações conduzem a uma ingerência do órgão de
espionagem e assassinatos de Israel.
A Interpol anunciou no dia 18 que emitiu a
todas suas seções um alerta vermelho pedindo empenho para a localização dos
onze suspeitos levantados por Dubai.
Já em Israel, a ex-ministra de Relações
Exteriores, Tzipi Livni, cujos pais, Eitan Livni e Sara Rosemberg integraram
a organização terrorista Irgun, responsável pelo primeiro grande massacre de
palestinos, o de Deir Yassin em 1948, ela também ex-integrante do Mossad,
defendeu o assassinato dizendo: “Não espero que a comunidade internacional
aplauda a ação mas que pelo menos não a critique”. A justificativa de Livni
é a usual, projetar sobre os líderes palestinos o terrorismo que o governo
de apartheid de Israel comete há mais de sessenta anos e que só nos
primeiros quatro anos de existência de Israel levou à destruição de mais 400
aldeias e cidades palestinas e a expulsão de um milhão de civis. Desde 1967,
o terror sobre os palestinos nos territórios é constante e já teve dezenas
de condenações por parte da ONU. |