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Seriado mostrará 638
tentativas fracassadas da CIA de matar Fidel
Documentário vai ao ar pela TV cubana
Um seriado de
oito capítulos no qual foram documentados alguns dos principais atentados
frustrados contra o líder revolucionário Fidel Castro, ocorridos ao longo de
décadas, estreiará proximamente na televisão cubana.
A produção,
dirigida por Rafael Ruiz Benítez, tem o título de 'O que deve viver' e mostra
"como a vida de Fidel sempre tem estado em perigo, ameaçada por 638 planos de
atentados que foram frustrados pela efetiva atuação dos órgãos da segurança do
Estado, das Forças Armadas Revolucionárias e do povo cubano", informou a
televisão cubana.
DENÚNCIAS
O primeiro
capítulo registra as tentativas de matar Fidel antes da revolução, entre os
preparativos no México da expedição do iate Granma (que conduziu os
revolucionários para Cuba) e o levantamento armado na Serra Maestra, explicaram
os produtores. "Nesse período se foram elaborados vários planos para a
eliminação física de Fidel", afirmaram, assinalando que "cada capítulo reflete
uma época diferente com um plano de atentado pelo menos".
A produção, da
qual participaram 243 atores e atrizes, além de 800 extras e figurantes, levou
três anos para ficar pronta e as fontes afirmam que esta é a maior já realizada
até agora pelo Instituto Superior de Ciências Policiais do Ministério do
Interior.
"Como é uma
série histórica, fizemos uso de uma mistura de gêneros para dar mais informação
ao espectador em torno dos fatos", disse Ruiz Benítez ao apresentar o primeiro
capítulo ante oficiais cubanos e membros da equipe artística.
MAGNICÍDIO
Segundo a
agência oficial AIN, o último dos capítulos foca na tentativa frustrada de
assassinar Fidel, no dia 16 de novembro de 2000, através da explosão do
auditório da universidade do Panamá, durante um ato durante a X Cúpula
Iberoamericana.
Apesar dos números serem surpreendentes, são confirmados pelo governo cubano.
Recentemente, o general retirado Fabián Escalante, ex-chefe da segurança militar
cubana, lançou um livro sobre o que chama “magnicídio de Estado”, com o título
de "Fidel, Kennedy e Chávez, uma história inconclusa de assassinato político".
MÁFIA DE MIAMI
"Os mesmos que
assassinaram a (John F.) Kennedy (presidente dos Estados Unidos, em 1963)
quiseram assassinar a Fidel Castro e querem assassinar a Hugo Chávez", afirmou
Escalante. "De quem estou falando? Dos serviços de inteligência dos Estados
Unidos, da máfia cubano-estadunidense, os mesmos personagens", declarou.
O longa-metragem “638 Ways to Kill Castro”, um documentário britânico de 2006,
já tratou das denúncias de Escalante. O general cubano os relaciona por governo:
Eisenhower, 39; Kennedy, 42; Johnson, 72; Nixon, 186; Carter, 64; Reagan, 198;
Bush pai, 16; Clinton, 21. |