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Programa de investimento da Mercedes Benz
inclui R$ 1,2 bi aprovados pelo banco estatal
O Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, no dia 5, a
liberação de empréstimo de R$ 1,2 bilhão para a alemã Mercedes-Benz. Os recursos
serão destinados para “expandir a capacidade de produção de sua unidade em São
Bernardo do Campo, desenvolver motores adequados à nova legislação ambiental e
novos modelos de caminhões leves e médios. Os recursos incluem modernização do
centro de distribuição de peças em Campinas (SP) e investimentos sociais e
ambientais”, diz o banco.
O valor está
incluído no programa de investimento de R$ 1,5 bilhão anunciado pela montadora
para o período de 2009 a 2011. Segundo o BNDES, o programa da Mercedes-Benz, “de
aumento de produção e modernização”, vai gerar 1,9 mil empregos diretos até a
conclusão do projeto, em 2011, todos em São Bernardo do Campo (SP).
A crise
financeira que eclodiu nos EUA em outubro do ano passado não impediu que as
montadoras continuassem a obter seus lucros e a remetê-los ao exterior para
salvar suas matrizes, mas precisavam garantir mais recursos e anunciaram mega
investimentos, todos com recursos públicos. A Renault informou que a maior parte
do R$ 1 bilhão previsto para ser aplicado nos próximos três anos deve vir de
recursos do BNDES. A falida General Motors aguarda liberação de empréstimo já
solicitado ao banco estatal para o programa de R$ 2 bilhões anunciados em julho.
Para seu projeto de R$ 6 bilhões previstos para o período de 2010 a 2014, a
Volkswagen já disse que também vai recorrer ao BNDES.
Mesmo com a
redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) pelo governo, para
fazer frente à crise financeira nos EUA no ano passado, as montadoras demitirem
milhares de trabalhadores e chantagearem o governo com ameaças de mais demissões
e redução na produção. Em outubro de 2008, eram 131,7 mil trabalhadores na
indústria automobilística, o número caiu para 119,5 mil em junho de 2009: 12,2
mil trabalhadores foram demitidos.
No ano
passado, o presidente Lula condenou as demissões das montadoras que demitem “na
primeira refrega que a empresa tem”. “Primeiro, pegam o dinheiro daqui para
salvar as suas matrizes que quebraram na Europa. Depois disso mandaram
trabalhadores embora”, disse Lula, ressaltando que “isso não é justo”. Parece
que só o BNDES não percebe.
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