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Justiça peruana confirma 25 anos de
cadeia para Fujimori
A Suprema Corte do Peru ratificou, no último domingo dia 10, a condenação do
ex-presidente Alberto Fujimori a 25 anos de prisão por violações dos
direitos humanos cometidas durante o seu período na presidência, entre 1990
e 2000.
Fujimori foi condenado em abril de 2009, ao término de um processo de 16
meses, por seu papel no massacre de civis por “esquadrões da morte” em 1991
e 1992.
A Suprema Corte peruana, que examinou a apelação de Fujimori em novembro,
confirmou a sentença por unanimidade.
Foi responsável pela abertura das fronteiras do país às importações. Durante
seu governo foram torrados bilhões de dólares patrimômio público em alta
velocidade inclusive a telefonia do país. mais de 10 bilhões de dólares.
Para levar adiante o modelo neoliberal, “mais de 44 mil trabalhadores foram
demitidos durante as privatizações, dirigentes sindicais foram assassinados,
a reforma trabalhista acabou com a estabilidade no emprego e os movimentos
sindicais e sociais passaram a ser criminalizados”, como afirmou o
secretário de Relações Internacionais e Capacitação Sindical da Fenupetrol
(empresa petrolífera peruana), Moises Ochoa.
Em 1991, em Barrios Altos, na capital peruana Lima, 15 pessoas, entre elas
mulheres e crianças, foram assassinadas por um comando de homens encapuzados
que abriu fogo contra os participantes de uma festa particular. No ano de
1992, nove estudantes e um professor da universidade de La Cantuta, em Lima,
foram sequestrados e executados.
No julgamento de abril, Fujimori foi condenado também pelos sequestros, com
agravantes, de um jornalista e um empresário por seus serviços secretos.
Alberto Fujimori, que está preso desde sua extradição do Chile, em 2007,
também foi condenado, em dois processos distintos em 2007 e 2009, a penas de
seis e nove anos de prisão, por corrupção e abuso de poder.
Cidadão japonês, Fujimori escondeu sua segunda cidadania e conseguiu
elerger-se presidente em 1990. Já em 5 de abril de 1992 perpetrou o
famigerado autogolpe com o apoio dos altos mandos e “assessorado” pelo
agente da CIA Vladimiro Montesinos. Dissolvido o Parlamento, Fujimori
interviu no Poder Judicial e desfigurou as instituições de governo.
Perseguiu os oposicionistas e nesta época surgiu o esquadrão da morte
operando com sob o nome de “Colina”.
Em 2000 fugiu para o Japão e em 2005 viajou para o Chile onde ficou preso a
pedido das autoridades do Peru. Em setembro último foi extraditado e agora
saiu a sentença que o condena à prisão. |