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Homem-bomba da
guerrilha afegã entra na base Chapmam e explode 7 agentes da CIA
A guerrilha afegã fechou o ano de 2009 com uma ação de um de seus
combatentes que causou a morte de sete agentes dos mais graduados da CIA no
Afeganistão e deixou feridos outros seis. A rede de TV Al Jazira se referiu
ao ataque como o que causou as piores baixas em toda a história do centro de
espionagem dos EUA.
O combatente Humam Khalil Abu-Mulal al-Balawi conseguiu penetrar sem ser
revistado no interior da base Chapman, localizada na província afegã de
Khost, após supostamente ter agido como agente duplo a favor da CIA, para
qual dizia passar informações de altos círculos da Al Qaeda.
O encontro com o que está sendo definido como um dos principais braços da
CIA no Afeganistão foi acertado para que Humam desse informações sobre o
paradeiro do número 2 da Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, um dos homens mais
procurados pelos invasores no Afeganistão.
O carro de Humam, previamente identificado, passou por vários portões de
chequeio da base antes do encontro onde detonou um cinturão de explosivos. O
local do encontro foi o centro de operações da CIA na região próxima à
fronteira do Paquistão. A base é uma das duas únicas no Afeganistão
controladas diretamente pelo centro de espionagem.
No dia seguinte ao atentado o major-general Michael Flynn, vice-chefe de
inteligência dos EUA e da Otan no Afeganistão admitiu que “o vasto aparato
de inteligência é incapaz de responder a questões fundamentais sobre o
ambiente no qual as forças dos EUA e aliados operam... ignora as economias
locais ... desinformados sobre quem detém o poder local.”
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