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O estranho caso do ataque
da Al Qaida que deu chabú
Menos de
dois meses após a condenação a 13,5 anos de prisão do “líder” dos
“conspiradores de Chicago” – aqueles pobres homens de Miami organizados e
orientados pelo FBI para “explodir a Torre Sears”, surgiu um novo tipo de
homem-bomba, o que faz pipi nas calças quando sua cueca e os supostos
explosivos não se entendem. E que serve de álibi para o presidente Obama
dizer um monte de besteira, além de prosseguir com a carnificina no
Afeganistão e Paquistão, manter em banho-maria o fechamento de Guantánamo e
deixar, tal como W. Bush redigiu, a “Lei Patriótica”.
Curiosamente, a Al Qaeda, organização que nunca se responsabiliza por nada e
de conhecida eficácia, se apressou em assumir como dela o homem-chabú. Mas,
nigeriano? Tráfico de bombas? Papai não gostou? Aliás, no momento em que
Obama se resolve pela aventura no Afeganistão, para onde está despachando
100 mil soldados – além dos aliados e dos mercenários -, nada mais útil que
uma súbita inflação de perigosos terroristas. Antes disso, houve o homem do
explosivo (PETN) no sapato, que não explodiu, e que está cumprindo pena nos
Estados Unidos.
Os
ingleses também tiveram a sua leva, como na condenação de “três britânicos
muçulmanos”: Abdulla Ahmed Ali, Assad Sarwar e Tanvir Hussain. Que, segundo
o MI5, a promotoria e os jornais de Londres, iriam “explodir aviões
transatlânticos”, o que seria “mais mortífero que os ataques às duas torres
gêmeas”. Durante todo o tempo da “conspiração”, os três, mais outros quatro
sobre os quais o júri não conseguiu chegar a uma conclusão, estiveram o
tempo todo sob vigilância do MI5, que possivelmente deverá ter dado toda a
orientação aos neófitos a respeito (como fazia no tempo em que, quando o IRA
andava meio devagar, arrumava um barulho em Londres).
O artefato
incluía 40 litros de água oxigenada e aquele pó de refresco, Tang. Como se
vê, o gosto não podia ser pior. Não há dados sobre se fazia parte do plano o
incêndio das cuecas, ou se incluiria louras, mas em decorrência disso
proibiram os passageiros de transportar líquidos a bordo.
Agora, com
Umar Farouk Abdulmutallab, estão anunciando o “scanning de corpo inteiro”.
Resta estabelecer qual foi a razão pela qual o deixaram entrar nos EUA,
sendo que ele fazia parte da lista da CIA de meio milhão de terroristas e
simpatizantes (sistema Tide). Não foi, como no caso do bombardeio da
embaixada chinesa em Belgrado, por causa de um mapa errado. Agora, foi erro
de digitação, asseveram. Mas o erro já foi sanado: ele já teve o nome
incluído nas duas outras listas mais restritas da CIA, a que dizem ter 18
mil nomes, e “vip”, de 4 mil nomes. Na Vip?
A.P.
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