Algumas questões sobre a história econômica dos Estados Unidos (1) 

Como, a partir da década de 70 do século XIX, quando “barões ladrões” como Rockefeller fazem sua aparição, o capitalismo nos EUA tornou-se monopolista 

CARLOS LOPES 

O livro mais importante sobre o monopólio da indústria petrolífera nos EUA – e sobre a carreira de John D. Rockefeller - continua sendo “The History of the Standard Oil Company”, de Ida Tarbell, publicado em 19041.

São mais de 250 páginas de impressionante reportagem, tão arrasadora que, escrevendo 100 anos depois, Charles R. Morris, ex-banqueiro e, atualmente, historiador econômico, foi obrigado a tentar refutá-lo, percebendo que a obra de Ida Tarbell é um obstáculo (nós diríamos, intransponível) para a sua tese de que “Rockefeller talvez tenha sido o maior visionário e o administrador supremo” porque “assumiu o controle dos mercados de petróleo mundiais com enorme rapidez e facilidade – antes mesmo que a maioria das pessoas percebesse” (Charles R. Morris, “Os Magnatas”, L&PM, 2006, pág. 11).

O livro de Morris não é uma história do capitalismo norte-americano, mas uma história de como este se transformou em capitalismo monopolista. Claramente, ele subestima a fase anterior à Guerra Civil, onde realmente houve empreendedorismo e inovações fundamentais, resumindo esse período em poucas páginas no conjunto do livro. Não fosse Morris um ex-banqueiro, seu interesse é concentrado nos monopolistas - e, inclusive, em canalhas financeiros como Jason (Jay) Gould, um precursor dos especuladores atuais.

Dos quatro “magnatas” que são o assunto do livro - Andrew Carnegie, Jay Gould, John D. Rockefeller e J. Pierpont Morgan - existe pouca dúvida (ou nenhuma) de que os dois últimos foram as figuras-chave para o estabelecimento dos monopólios como setor dominante da economia - e, de resto, da vida - dos EUA. O incensamento deles se dá em termos bastante sintomáticos, porém, é forçoso reconhecer que Morris tem o mérito de não ignorar os fatos, pelo menos não em sua totalidade - o que, em geral e quase sempre, transforma o seu incensamento em uma emissão de maria-fumaça. Não por acaso, em alguns trechos, até ele trata os seus heróis pelo nome popular: “barões ladrões” (“robber barons”).

Voltemos a Rockefeller: “assumir o controle (....) antes mesmo que a maioria das pessoas percebesse” pode revelar um talento raro de vigarista, mas não de “administrador”, muito menos um “visionário”. O próprio Morris, ao citar os fatos, acaba por confirmar a reportagem de Ida Tarbell que pretendera contestar - e acrescenta outros elementos no mesmo sentido:

1) Rockefeller conseguiu 90% do mercado de derivados do petróleo (basicamente, querosene para iluminação) dos EUA - e, durante alguns anos, 100% do mercado internacional - não por qualquer superioridade tecnológica em relação aos concorrentes, mas devido a acordos com as ferrovias que transportavam esses derivados (cf. Morris, págs. 107-108; Ida Tarbell, págs. 59 a 103, detalha os acordos, reproduzindo a documentação e as investigações do Congresso a partir de 1872).

2) Por esses acordos, a Standard Oil beneficiava-se de “abatimentos posteriores”, pelos quais as ferrovias aumentavam os preços dos fretes e devolviam para a empresa de Rockefeller uma parte do dinheiro pago. Com a organização da South Improvement Company (SIC), um cartel conjunto de ferrovias e refinarias, Rockefeller passou a decidir em segredo - subornando o presidente da SIC, Peter Watson - as cotas de transporte das refinarias que eram sócias da Standard Oil na SIC (cf. Morris, pág. 109 e segs.; Tarbell, págs. cit.).

3) Rockefeller, que sempre afetou uma carolice digna de nota, mentiu sob juramento ao Congresso, negando que tivesse passado US$ 50 mil (o equivalente, na época, ao investimento para construir duas refinarias) em ações da Standard Oil ao presidente da SIC. Um dos trechos mais cômicos (sem o saber...) do livro de Morris é quando ele atribui essa mentira, proferida com a mão sobre a Bíblia, à “ética” de Rockefeller, que teria ficado “embaraçado” (pág. 119) por ter subornado Watson - e, por isso, teria cometido perjúrio.

4) Com esses acordos, os concorrentes foram triturados. A Standard Oil tomou  as 26 refinarias de Cleveland - o grande centro da indústria petroleira na segunda metade do século XIX. A maior parte dessas refinarias teve seu equipamento vendido como sucata (Morris, pág. 111). Em seguida, Rockefeller avançou sobre as demais refinarias do país. Em 1879, apenas nove anos após a sua fundação, a Standard Oil controlava, segundo o testemunho de um dos principais funcionários de  Rockefeller, “90 a 95%” das refinarias dos EUA (Morris, pág. 189).

5) Esse monopólio fez, inclusive, com que as perdas de lucro durante as crises fossem descarregadas sobre os produtores de petróleo. Já na crise de 1871-1873, com o preço do querosene em queda, as refinarias cortaram pela metade o que pagavam aos produtores por barril de petróleo (US$ 4 para US$ 2), mas o faturamento delas por barril aumentou 25% (Morris, pág. 112).

6) Rockefeller tinha extrema aversão por inovações tecnológicas. Via nelas uma atrapalhação para seus lucros, o que, na verdade, eram: o investimento em inovações é um gasto a ser deduzido do lucro. E, se a fonte dos lucros, numa economia “de mercado”, é a ausência de competição - isto é, o monopólio - diminui (ou, no limite, deixa de existir) o estímulo ao aumento de produtividade, que é o objetivo das inovações tecnológicas. Por isso, as principais inovações na indústria petrolífera foram realizadas por fora da Standard Oil e contra ela. Na segunda metade da década de 70 do século XIX, Rockefeller tentou, de todas as formas, sabotar a construção do primeiro oleoduto de longa distância, empreendido pela Tidewater Oil, uma empresa fundada por um grupo de empresários menores que queriam escapar dos extorsivos fretes ferroviários: “A  Standard Oil e as ferrovias responderam com redução de tarifas, aquisição de terras na rota da Tidewater, obstrução de encomendas de tanques e carros e uma boa dose de corrupção política” (Morris, pág. 194). Derrotado com a inauguração do oleoduto em 1879, Rockefeller propôs um acordo, pelo qual se contentava com 90% do mercado, concedendo 10% à Tidewater, que o aceitou2.

7) Essa aversão a inovações, tão congruente com a sanha monopolista, manifestou-se também na resistência da Standard Oil em perceber que a era do querosene para iluminação passara e que, com a nascente indústria automobilística, era necessário passar à gasolina como produto principal. Esse passo foi dado, antes, por empresas de fora dos EUA, apesar da indústria automobilística norte-americana já ser a maior do mundo.

8) Somente na década de 90 do século XIX, 20 anos depois da fundação da Standard Oil,  Rockefeller interessou-se pela produção de petróleo - e a monopolizou, assim como a distribuição ao consumidor. Até então, seu monopólio era exercido através da refinação. Na monopolização da distribuição, teve papel importante o irmão de John D. William Rockefeller, o fundador do banco que deu origem ao atual Citigroup.

Sobre os argumentos de Morris contra Ida Tarbell, o único passível de discussão - isto é, o único que ele mesmo não desmente com os fatos que cita - é a suposta “legalidade” dos descontos “posteriores” concedidos à Standard Oil pelas ferrovias. Porém, seu argumento reduz-se a que, na época, não havia legislação específica que os proibisse. Trata-se, portanto, de um argumento jurídico meramente formal - e não econômico, muito menos moral.

Realmente, só em 1887 esses abatimentos foram proibidos por legislação específica. Aliás, outro momento de comicidade do livro de Morris é sua explicação de que Rockefeller “confundira” as datas ao declarar que desde 1880 a Standard Oil não usava os “abatimentos posteriores” - quando, depois, provou-se que em 1886 ela continuava usando o mecanismo.

No entanto, com ou sem lei que proíba uma de suas formas específicas, a rapinagem não deixa de ser rapinagem. Ida Tarbell e as pessoas da época não tinham a mesma opinião de Morris sobre a legalidade dos abatimentos “posteriores” porque havia legislação contra roubo nos EUA – e esses abatimentos eram um roubo aos concorrentes da Standard Oil, e, de resto, à população que se tornou vítima do seu monopólio.

Bastante interessante, no livro de Morris, é a sua argumentação contra a opinião geral - inclusive de historiadores norte-americanos conservadores - de que os anos 70 do século XIX foram anos de depressão. Baseado em dados cliométricos (isto é, dados econométricos calculados posteriormente à época estudada) ele chega à conclusão de que nessa década houve um crescimento médio anual entre 4 e 6% (Morris, págs. 131-132). Considerando que nem ele discute que os anos de 1871 a 1873 foram de crise aguda, isso significaria que houve uma expansão notável nos outros anos da década. Se é assim, por que as pessoas sentiram aquela década como especialmente torturante, a ponto dos historiadores a designarem como o pior período da história dos EUA até a crise de 1929? O que explica que levantes populares - e massacres - tenham percorrido os EUA ao longo dessa década?

Aqui se notam as limitações de um incensador de monopolistas. Morris percebe que a explicação dos monetaristas e/ou neoliberais - a de que a sensação de profundo mal-estar foi causada pela volta do dólar ao padrão-ouro, que teria feito com que os preços nominais (inclusive o salário) caíssem - é uma fraude descarada (até porque, acrescentamos, os EUA somente voltaram ao padrão-ouro em 1879). Mas a sua explicação não é muito melhor: a de que houve um “choque de oferta”, devido à expansão econômica, que fez os preços nominais caírem (Morris, págs. 137-140). Em suma, a sensação de mal-estar dos norte-americanos durante a década de 70 do século XIX seria uma indigestão - e não uma fome. Ou, nas palavras do autor, “a queda dos preços nominais significava força, não prostração” (pág. 139).

O problema é que esta força era a dos monopólios destruindo a economia anterior para instalarem-se em seu lugar. Por isso, a década é sentida até hoje como um período lastimável. O monopólio privado é uma degeneração do capitalismo, não a sua florescência progressista - e somente pode estabelecer-se destruindo a economia anterior. Em nenhum país do mundo houve uma via pacifica para a instalação dos monopólios. Nem mesmo onde o capitalismo já apareceu monopolista (ver, p. ex., a descrição de Paul Baran sobre a instalação dos monopólios japoneses em “Economia Política do Desenvolvimento”, ed. bras., Zahar, 1972).

Nos primeiros anos da ditadura no Brasil (1964-1967) houve algo semelhante. No caso, a destruição causada pela política econômica da parelha Campos/Bulhões tinha por finalidade abrir espaço para os monopólios estrangeiros – inclusive em setores onde a terra arrasada não podia imediatamente ser ocupada por esses monopólios, o que levou o país quase ao abismo.

No caso dos EUA da década de 70 do século XIX, os monopólios ou candidatos a monopólios não eram externos - e aproveitavam-se dos investimentos feitos pelo Estado em infraestrutura durante a Guerra Civil.

O historiador norte-americano Charles Bruce Catton abre o segundo volume de sua trilogia sobre o Exército do Potomac na Guerra Civil com o relato do reverendo A. M. Stewart, capelão do 102º Regimento de Infantaria da Pennsylvania, sobre o salto econômico dos EUA durante o conflito. Voltando de licença, no outono de 1862, Stewart observou que enquanto os exércitos se matavam (a Pennsylvania já tinha enviado 150 mil homens para a frente - e parte considerável deles já estavam mortos), na retaguarda havia uma febre de negócios. Vivia-se, naquele que em breve seria o Estado petrolífero pioneiro dos EUA, o que Catton descreve como “boom times” (Bruce Catton, “Glory Road: The Bloody Route From Fredericksburg To Gettysburg”, Pocket Books, NY, 1964 - primeira edição, 1952).

A guerra terminou em 1865 e havia um país a reconstruir. Não por acaso, Morris inicia seu livro com a morte de Lincoln. Este assassinato, do ponto de vista político, foi o sinal para que o capitalismo dos EUA se transformasse em capitalismo monopolista. Com Lincoln vivo, teria sido mais difícil - como o próprio Morris observa.

Os sucessivos escândalos do governo Grant constituíram a primeira exibição pública dos métodos dos heróis de Morris em relação ao Estado. Como anotou, sobre o Partido Republicano, o narrador de um dos romances históricos de Gore Vidal, “o novo e nobre partido que libertou os escravos e preservou a União é o mesmo partido que agora anda mancomunado com os magnatas trapaceiros das ferrovias e com os açambarcadores de Wall Street” (Gore Vidal, “1876”, págs. 85/86, trad. Rubens Fiqueiredo, Rocco, 1997).

A década de 70, portanto, foi a da destruição de uma economia basicamente não-monopolista. O processo de estabelecimento dos monopólios, no entanto, somente foi completado nos últimos anos do século XIX e primeiros anos do século XX. Como diz o próprio Morris em outro livro, publicado em 2009 tanto nos EUA quanto no Brasil:

Considere uma lista das principais empresas americanas por volta de 1910: ela incluiria a U.S. Steel e a Bethlehem Steel; a Standard Oil e a Gulf; a Swift, a Armour e a General Foods; a AT&T, a General Electric e a Westinghouse; a Anaconda Copper e a Alcoa; a Dupont e a American Tobacco. Agora uma lista semelhante relativa à década de 1970. Com exceção de empresas de novos setores industriais, como a General Motors e a RCA, as duas listas são quase idênticas. A despeito de todas as vicissitudes das fusões, mudanças de nome e medidas antitruste, as principais empresas de 1910 mantiveram suas posições ao longo dos setenta anos seguintes” (Charles R. Morris, “O Crash De 2008 - Dinheiro Fácil, Apostas Arriscadas E O Colapso Global Do Crédito”, Aracati, 2009, pág. 48).

Depois disso, o dilúvio. Neste recente livro, escrito depois de eclodir a crise atual, Morris mostra-se menos entusiasmado com os monopólios:

“... assim que a U.S. Steel [uma criação de J.P. Morgan] foi criada em 1901, a partir de uma sequência de fusões, seu presidente, Elbert Gary, começou a planejar acordos de partilha de mercado e manutenção de preços com seus concorrentes. A U.S. Steel nasceu controlando mais da metade do mercado; Gary argumentava que se seus colegas barões do aço simplesmente adotassem a estrutura de preços altos da U.S. Steel, cada um deles manteria sua participação no mercado e todos poderiam prosperar juntos. (....) a indústria do petróleo se enquadrou num padrão semelhante, e o mesmo ocorreu em indústrias mais novas, como a de automóveis e a de televisores. Certa vez, um presidente de uma empresa siderúrgica explicou a lógica da manutenção de preços a um comitê antitruste do Senado: ‘Se baixássemos nossos preços, os concorrentes fariam o mesmo, e isso provocaria a queda de seus lucros, de forma que, em termos relativos, voltaríamos exatamente aos mesmos preços de antes’. A guerra preservou e ampliou a preguiçosa hegemonia dos americanos. As empresas conseguiram acumular gordura com a venda de armas durante a guerra e com a reconstrução do pós-guerra, ao mesmo tempo em que colaboraram para destruir suas concorrentes no exterior. Um executivo de vendas da indústria siderúrgica da década de 1950 se gabava: ‘Nossos vendedores não vendem aço; eles apenas o distribuem’. Mas, ao solapar a concorrência, o sistema de ‘preços administrados’ de Gary congelou o avanço tecnológico. O centro da inovação na fabricação de aço se deslocou para a Europa e o Japão” (Charles R. Morris, “O Crash De 2008, etc.”, págs. 49-50).

Na década de 70 do século XIX, a existência de milhares de empresas não-monopolistas - e pequenos agricultores - era, ainda, um entrave para que os monopólios estabelecessem sua hegemonia. Esses anos - precisamente quando os “barões ladrões” fazem a sua aparição – foram aqueles em que a economia americana foi transformada em terra arrasada e ocupada pelos monopólios. Daí a sensação geral, independente dos números - que mostram, sobretudo, a expansão dos monopólios - de que essa década foi algo ainda pior, para os EUA, do que uma “década perdida”.

Notas

1. Não conhecemos tradução em português; a Universidade de Rochester colocou na Internet uma edição fac-similar da primeira, de McClure, Phillips and co., que também publicavam a “McClure Magazine”, revista em que apareceram as reportagens de Ida Tarbell que constituíram a base do livro. As páginas citadas referem-se à edição de 1904.

2. Somente em 1931, em meio à crise iniciada em 1929, a Standard Oil Company of New Jersey (a atual ExxonMobil) compraria a Tidewater, mas a vendeu em 1937 para o notório Jean Paul Getty, que mudou seu nome para Getty Oil.

Continua na edição de 20 de dezembro.


Primeira Página

 

Página 2

Exportações brasileiras caem US$ 44,947 bilhões em 2009

BC “prevê” elevação da taxa de juros para 10,58%

BNDES vende ações para Eike pela metade do preço

Programa de investimento da Mercedes Benz inclui R$ 1,2 bi aprovados pelo banco estatal

Amigos de Bush adquirem maior operadora de turismos do Brasil

Ministério da Justiça acusa empresas estrangeiras de formarem cartel no transporte de carga aérea

Expediente

Página 3

Arruda infiltra comparsas na CPI para postergar as investigações

MP quer que Paulo Octávio devolva R$ 27 milhões desviados do Funcef

Serra é o predileto de banco dos Rockefeller

Gênio da estratégia pede Marina na vice de Serra

Lobistas querem empurrar para a FAB caça feito com peças dos EUA e que ainda está em desenvolvimento

Decisão de juíza ajuda Dantas e suspende ação por espionagem

Sérgio Guerra diz que programa de candidato tucano é arrocho e cortes

Magela acusa oposição por corte de verba para a Copa

Página 4

Cratera do Metrô: “A morte de Wescley foi culpa de alguém que não foi punido”

Chuva dura 45 minutos e deixa capital de São Paulo inteira em estado de atenção

Angra e Baixada terão R$ 130 milhões para tirar famílias das áreas de risco

MP do RS investiga negligência de Yeda com ponte que desmoronou

Inep pode assumir a elaboração do Enade

Cartas

Página 5

Centrais apresentam projeto que garante direitos a terceirizados

CNI ataca projeto de lei e defende a precarização para “reduzir custos”

Trem da Supervia quebra e passageiros são obrigados a seguir a pé pelos trilhos

Boris Casoy despeja na TV preconceito contra o povo

Os lucros dos bancos e as demissões nos bancos

Página 6

“Ação junto ao BC foi para impedir especulação com juros da dívida”

CGTA afirma que BC deve deixar de ser ilha dos interesses financeiros internacionais

Evo nacionaliza ferroviárias da Bolívia

Governo venezuelano destinará US$ 1 bilhão de reservas cambiais para a industrialização

Justiça peruana confirma 25 anos de cadeia para Fujimori

Os BCs devem apoiar as políticas econômicas definidas pelo voto

Página 7

85 mil perdem o emprego em dezembro nos Estados Unidos

6 milhões de norte-americanos sobrevivem apenas com a ajuda do selo-alimentação do governo

Japan Airlines anuncia demissão de 15 mil funcionários e corte de rotas

“Aquecimento global” congela Europa, Estados Unidos e China

Homem-bomba da guerrilha afegã entra na base Chapmam e explode 7 agentes da CIA

Nigéria: Chevron suspende produção de 20 mil barris/dia após ataque a oleoduto

Franceses antecipam pedido de aposentadoria para evitar ‘reforma’ de Nicolas Sarkozy

O estranho caso do ataque da Al Qaida que deu chabú

Mesa Air dos EUA entra com pedido de concordata

Página 8

Algumas questões sobre a história econômica dos Estados Unidos (1) 

Leia

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PF indicia Dantas em cinco artigos do Código Penal

‘V. Exa. não está falando com os seus capangas do Mato Grosso’

Lula reduz o superávit primário e libera mais R$ 38 bi para investir

“País deve se basear na força do mercado interno”, afirma Lula

Empresas nacionais repelem portaria que estimula importação de máquinas usadas

BC usa “previsões” para frear queda da taxa básica de juros

Revolta contra os cupins financeiros conflagra Londres

Centrais querem mais emprego e menos juro para impedir tsunami de invadir nossa praia

Remessas ao exterior mantêm a escalada e vão a US$ 2,6 bilhões

Bancos propõem corte na renda da caderneta de poupança em prol do achaque ao Erário

Múltis drenam do país US$ 3,266 bilhões só em dez dias de março

Vale demite, reduz salários e distribui R$ 5 bi a acionistas

Sob pressão, BC recua juro outro pontinho e meio

Aumento do IDE agrava sangria de recursos do Brasil para fora

Desnacionalização e gestão temerária sufocam a Embraer

Solução para a Embraer é voltar a ser do Estado

Febraban diz que reduz spread se a União pagar conta de inadimplentes

“Decisão do governo é não emprestar a quem desemprega”, diz Lula

Lula: “Eles cultivam o ódio dos de cima contra os de baixo” 

BC assalta 80 bi das reservas para ajudar bancos em Wall Street

Juros e pilantragem de múltis fazem produção industrial encolher 19%

Repatriamento de capital por múltis ameaça as contas externas do Brasil

Juro alto do BC é o fundamento do spread aloprado

Conselheiros do CDES pedem a antecipação da reunião do Copom

Meirelles recua debaixo de vara e reduz os juros em um pontinho

Centrais fecham com Lula ofensiva contra os juros, demissões e redução dos salários

Fiesp abre guerra contra os salários dos trabalhadores

BB paga R$ 4 bilhões para Votorantim ficar com o controle do BV

Juros e alarmismo midiático freiam a produção industrial

 Israel testa Obama com chacina contra palestinos em Gaza

Para Lula, juros têm que cair no começo de 2009

Para nababos da Vale, povo duro é a melhor receita contra a crise

“Toma o beijo da despedida, seu cachorro!”

Meirelles afronta o Brasil e não reduz taxa de juros para jogar país na crise

Alencar mantém BC sob pressão: “esses juros são anomalia”

Lula a Meirelles: “juro está além daquilo que o bom senso indica”

Montadoras almoçam os R$ 8 bi do crédito e mantêm ameaça de demitir trabalhadores

Meirelles diz que não aceita baixar juro para priorizar crescimento

Juro alto dissipa 29% da renda disponível no país, afirma Ipea

Procurador avalia que há provas para Daniel Dantas pegar um ano a mais que Al Capone

“Gasto público que precisa ser cortado é o juro”, diz Ipea

Meirelles quer que Brasil traia o compromisso com G-20 sobre redução do juro

China põe R$ 1 trilhão na infra-estrutura para crescer 9% em 2009

EUA responde à crise votando em massa na mudança

Fusão de Unibanco com Itaú torna mais anti-social sistema financeiro privado

Banqueiros põem o compulsório no bolso e dão uma banana ao crédito

Greve da Polícia Civil cresce e responde a Serra nas ruas de SP

Eleições em S. Paulo opõem integridade de Marta à dissimulação indecorosa de Kassab

Governador trai promessa e dá ordem para PM atacar policiais

Marta sobe porque é Lula. Kassab cai porque é oposição

Retratação de Gabeira reafirma preconceito contra “suburbanos”

Inauguração da P-51 é resposta do Brasil à crise

Eleições dão vitória aos aliados de Lula em todas as regiões

Lula pede a S. Paulo que vote em Marta: “temos as mesmas idéias e projetos”

Veto popular assusta republicanos e trava bailout de US$ 700 bi a especulador falido

Economia na mão de especuladores levou EUA à crise, diz Lula

Para Serra, Kassab é leal. Alckmin, não

Lula mobiliza PF para fechar nossa fronteira a terroristas da Bolívia

Kassab usa Ama para passar verba pública aos grupos privados

Com inflação em queda, BC eleva juro para afundar o Brasil em 2009

Comando do Exército desmente Jobim: “a maleta da Abin não serve para escutas”

Maleta não faz grampo, apenas a varredura, diz técnico da Abin

Quadrilha pró-Dantas acusa Abin de gravar seu truta no Supremo

Trabalhadores se unem e dão apoio unânime à Marta

China desbanca EUA da liderança olímpica

Tucanos vão ao STF para derrubar o piso salarial de professor

Magistrados armam barraco no Supremo

Lula convoca UNE a deflagrar campanha do ‘Pré-sal é Nosso!’

Kassab responsabiliza Alckmin por atrofia do Metrô-SP e vice-versa

BC faz do Brasil último peru com farofa em mesa de especulador, diz Delfim Netto

Alckmin tira o corpo fora e põe na conta de Serra o desastre da Linha 4 do Metrô

BC manipula previsão de crescimento para forçá-lo a despencar