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MST: “Veja mente; nosso movimento não existe no município de Tailândia”
O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) do
Pará denunciou, em nota distribuída na terça-feira (12), que “Veja” continua
“usando seus tradicionais métodos de mentir e repetir mentiras” contra os
movimentos sociais. Em matéria nesta semana, a publicação diz que integrantes do
MST estariam devastando a Amazônia em associação com madeireiras ilegais,
citando como exemplo uma fazenda no município de Tailândia, a 240 quilômetros de
Belém.
“A reportagem optou por atacar mais uma vez o
MST e abriu mão de informar que o nosso movimento não tem base social nesse
município, dando mais um exemplo de falta de respeito aos seus leitores”,
destacou a nota, informando que o movimento não tem nenhuma relação com as
atividades nesta área, que possui elevado índice de devastação de floresta por
causa da expansão do latifúndio e de madeireiras.
O MST lembrou que a região onde está situado o
município de Tailândia foi alvo de uma investigação da Operação Arco de Fogo da
Polícia Federal, em 2007, que resultou em multas aplicadas contra latifundiários
e proprietários de serrarias pelo desmatamento na área. “Os madeireiros e as
empresas guseiras estimulam o desmatamento para produzir o carvão vegetal para
as siderúrgicas, que exportam a sua produção. Por que a ‘Veja’ não denuncia
essas empresas?”, indagou no texto.
“Defendemos a proibição da venda de áreas na
Amazônia para bancos e empresas transnacionais, que ameaçam a floresta com a sua
expansão predatória (como fazem o Banco Opportunity, a Cargill e a Alcoa, entre
outras empresas)”, assinalou o movimento dos sem terra, enfatizando que “Veja”
abraçou como missão “atacar sistematicamente o MST e a organização dos
camponeses da Amazônia, para esconder e defender os privilégios dos verdadeiros
saqueadores das riquezas naturais”.
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