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Oposição chia
porque governo não compactuou com pedágio caro, diz secretário do Paraná
O secretário dos Transportes do Estado do Paraná, Rogério W. Tizzot, respondeu
as insinuações da oposição e da imprensa de que a tarifa de pedágios poderia ser
menor no Estado se representantes do governo sentassem para renegociar os
contratos.
Tizzot lembrou que desde 2003 as tarifas são aumentadas sem a concordância do
governo do Paraná, todos os pedidos das empresas foram questionados e negados e
que, para aumentar os seus lucros exorbitantes, as empresas recorreram ao poder
Judiciário e conseguiram a concessão de liminares.
Segundo ele, existe a disseminação de falsas informações de que a luta por
tarifas mais justas causa ao estado um prejuízo de centenas de milhões de reais,
referentes a um suposto passivo favorável às empresas.
“O passivo existe, mas é um resultado favorável aos usuários. As concessionárias
estão arrecadando muito, e antes do previsto no contrato. O DER, em conjunto com
a Procuradoria Geral do Estado, busca na Justiça a reversão desses lucros em
redução das tarifas”, afirmou Tizzot.
O secretário lembrou que em 2009, assim como em anos anteriores, o governo do
Paraná e o DER negaram mais uma vez o aumento requisitado pelas concessionárias.
Medida totalmente contrária às adotadas no governo Jaime Lerner, que homologou
todos os aumentos requisitados pelas concessionárias de 1998 a 2002, sem
questionamentos. Além de incluir bonificações ao contrato, como a eliminação de
obras e a adição de aumentos acima dos estipulados contratualmente.
“Se o pedágio sofreu aumentos a partir de 2003, foi devido às liminares da
Justiça, decisões provisórias que ainda estão em discussão e que podem ser
revertidas”, falou Tizzot. Há cinco anos passou a questionar na Justiça o modelo
e os valores cobrados.
A intensificação da fiscalização sobre as concessionárias pelo governo Requião
gerou multas que no caso da Rodonorte – que administra rodovias de Curitiba,
Ponta Grossa e o Norte do Estado – ultrapassaram os R$ 16 milhões. O governo tem
na área judicial mais de 100 ações que questionam o pedágio cobrando das
empresas a devolução dos valores excedentes arrecadados desde 1998. |