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Coreia Popular propõe tratado de paz
com os Estados Unidos
É necessário
por “fim ao estado de guerra que está na raiz das relações hostis”, afirma o
governo da RPDC ao propor tratado que permita a desnuclearização de toda a
Península Coreana
“Para
que a confiança seja construída entre a República Popular e Democrática da
Coreia (RPDC) e os EUA é essencial que seja concluído um tratado de paz para
por fim ao estado de guerra, que está na raiz das relações hostis”, afirma
documento do Ministério do Exterior da RPDC publicado no dia 11 propondo a
abertura de negociações rumo ao tratado de paz no ano que marca a passagem
de 60 anos desde o início da Guerra da Coreia.
“Quando as partes estão em estado de guerra e apontam armas um à outra, a
desconfiança na outra parte não pode ser varrida e as negociações não podem
fazer grandes progressos e muito menos realizar a desnuclearização. Sem
acertar tal questão fundamental como a de guerra e paz nenhum acordo pode
escapar da frustração e fracasso como ocorre agora”, destaca o Ministério do
Exterior da RPDC.
Destacando que “foi graças aos esforços sinceros e exaustivos do governo da
RPDC que os diálogos ocorreram em prol da desnuclearização da Península
desde os anos 1990 seguidos de importantes acordos bilaterais e
multilaterais a exemplo do firmado entre os EUA e a RPDC assim como a
declaração conjunta de 19 de setembro de 2005”, o Ministério da RPDC
enfatiza que “a desnuclearização da Península é o objetivo da política
consistentemente adotada pela RPDC com vistas a contribuir para a paz e a
segurança no Nordeste da Ásia e para a desnuclearização do mundo”.
“O curso das negociações de seis partes que passou por repetidas frustrações
prova que não há acordo sem confiança entre as partes envolvidas. As
negociações permanecem bloqueadas pelas sanções contra a RPDC implantadas
pela barreira de desconfiança que ainda persiste”, acrescenta o documento,
que prossegue: “A implementação de todos os acordos, no entanto, parou no
meio do caminho ou foi bombardeada. As ameaças nucleares à Península Coreana
não decresceu mas, ao contrário, cresceu mais ainda e, como consequência,
surgiu até a necessidade de construir dissuasão nuclear”.
“É nossa conclusão de que se torna necessária a remoção da barreira das
sanções baseadas na discriminação e desconfiança e que isto pode em breve
levar à reabertura das negociações das seis partes”, finaliza a RPDC. |