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Economia alemã teve queda de 5% em 2009
A economia alemã sofreu em 2009 a pior queda desde a II Guerra Mundial, com
o Produto Interno Bruto (PIB) despencando 5%, anunciou o órgão federal de
estatística Destasis. O PIB havia crescido modesto 1,3% em 2008. Na
derrocada, pesaram particularmente a contração de 20% nos investimentos em
máquinas e equipamentos em relação ao ano anterior, e a redução nas
exportações de 14,7% (a preços ajustados). Já as importações encolheram em
8,9%. Esses números são preliminares e no dia 12 de fevereiro será
apresentado um resultado consolidado.
Segundo a revista “Der Spiegel”, a utilização da capacidade fabril caiu de
90% para 70% em um ano. No conjunto da economia, o número de horas
trabalhadas por pessoa empregada encolheu em 2,8% em relação ao ano
anterior. Informou o Destasis um improvável aumento de apenas 169 mil no
número de demitidos (líquidos) na Alemanha – o que corresponderia a um
aumento de 5,4%, para 3,3 milhões de desempregados.
Ainda segundo o órgão de estatística alemão, o valor bruto (a preços
ajustados) da produção industrial foi 16,9% inferior ao de 2008. “Uma queda
massiva”. Comércio, transportes e comunicações, uma redução de 5,1%;
especulação e hipotecas, menos 1,6%; e construção, menos 0,7%. As únicas – e
reduzidas - contribuições positivas ao PIB alemão em 2009 vieram da
agricultura (+ 0,5%) e serviços (+ 1%).
O valor bruto de salários e remunerações diminuiu em 0,5% em 2009 – redução
que é a primeira desde 2005 e a maior desde a reunificação alemã. O que
reflete “especialmente os cortes nos pagamentos em 2009 que foram causados,
entre outras coisas, por redução das horas trabalhadas e da remuneração”.
Mas segundo o Destasis, a redução líquida de salário chegou a 1%, valor
obtido considerando os efeitos acumulados da redução de 2,4% no imposto de
renda pago – devido à redução das horas trabalhadas -, e o aumento de 3,4%
nas contribuições para planos de saúde privados.
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