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Vale vai transportar 200 milhões de litros de
etanol para a norte-americana Bunge
Em nota
divulgada no dia 13, a Vale anunciou o fechamento de um contrato de 11 anos com
a multinacional norte-americana Bunge para o transporte de até 200 milhões de
litros de álcool por ano, através da Ferrovia Norte-Sul, administrada pela
mineradora no trecho entre Açailândia (MA) e Palmas (TO).
O etanol será
produzido pela Bunge em sua usina de Pedro Afonso, no Tocantins, para venda o
mercado interno e para exportação, diz a empresa. A Vale fará o transporte do
álcool em 25 vagões-tanque, que serão alugados pela Mitsui Rail Capital (MRC).
Sairão do terminal da multinacional no município de Tupirama (TO) até o Porto de
Itaqui (MA), através da Ferrovia Norte-Sul e da Estrada de Ferro Carajás, também
da Vale.
Segundo a
mineradora, o início das operações está previsto para julho ou agosto. O valor
do contrato não foi informado.
Na véspera do Natal, a Bunge fechou, em São Paulo, um dos maiores acordos do
setor sucroalcooleiro do país, tornando-se controladora de 100% da Usina Moema
Participações S.A. ("Moema Par"), ao adquirir cinco das seis usinas do Grupo
Moema, com sede em Orinduva (SP). As cinco usinas processam cerca de 13,5
milhões de toneladas de cana por ano.
É mais uma multinacional que amplia seus negócios no setor para especular com o
etanol, pois já controlava a Usina Santa Juliana, no Triângulo Mineiro, onde
processava 2,5 milhões de toneladas de cana.
A transação consistirá na troca de ações. Os acionistas da Moemapar receberão
cerca de 7,3 milhões de papéis da Bunge. Incluindo US$ 480 milhões em dívidas, a
operação total está avaliada em US$ 896 milhões, com base no valor de fechamento
das ações na data do dia 23 de dezembro. O valor exato de ações a serem
transferidas dependerá do nível de endividamento líquido e do capital de giro da
Moema Par quando o negócio for concretizado.
No ano
passado, o controle acionário do segundo maior grupo sucroalcooleiro do Brasil,
a Santelisa Vale, passou para as mãos da multinacional francesa Louis Dreyfus
Commodities (LDC), que passou a ter 60% da companhia capaz de processar mais de
20 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra, em suas cinco unidades no
Estado de São Paulo.
O acordo cria
a segunda maior companhia mundial de açúcar, etanol e bioenergia, com capacidade
de moagem de 40 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano. Na operação,
também não houve transação financeira.
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