Zilda Arns recebe homenagens de todo o país
Mais
de 500 pessoas acompanharam o funeral da médica
pediatra e sanitarista Zilda Arns no sábado
(16), no cemitério da Água Verde, em Curitiba.
Zilda Arns foi morta na terça-feira (12), vítima
do terremoto que devastou o Haiti, onde a médica
se encontrava. No momento do tremor ela estava
numa igreja, onde deu palestra para cerca de 150
pessoas.
O corpo de Zilda foi levado por um carro do
Corpo de Bombeiros, que liderou o cortejo. A
cerimônia de sepultamento teve pombas brancas e
uma salva de tiros de cadetes da Polícia
Militar. Antes do funeral, parentes e amigos
próximos de Zilda prestaram as últimas
homenagens em uma missa de corpo presente no
Palácio das Araucárias celebrada por Dom Geraldo
Lírio, presidente da Confederação Nacional dos
Bispos do Brasil (CNBB), e transmitida em telões
na praça Nossa Senhora de Sallete, próxima do
local.
O velório foi encerrado às 13h30 do sábado e
contou com a presença de autoridades, amigos e
parentes. Mais de 5 mil pessoas se despediram de
Zilda Arns. Na sexta-feira à noite, o presidente
Lula prestou sua homenagem à médica e disse que
criará um prêmio nacional com o nome de Zilda
Arns para celebrar ações de segurança alimentar.
Para Lula, Zilda foi uma “mulher exemplar na
luta pela solidariedade”. Com o presidente
estiveram presentes também o governador do
Paraná, Roberto Requião (PMDB), os ministros
Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e
Dilma Rousseff (Casa Civil), além de políticos
de vários partidos.
Na segunda-feira (18) foi realizada a missa de
7º dia da médica com a presença de 800 pessoas,
na Catedral da Sé, no centro de São Paulo. O
dinheiro arrecadado na celebração será revertido
em favor da população vítima do terremoto no
Haiti. Em várias cidades do país foram
realizadas missas em memória da médica.
Zilda Arns era conhecida e premiada
internacionalmente por seu trabalho à frente da
Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa
Idosa, com as quais ajudou mais de 2 milhões de
gestantes, crianças e idosos. Era membro do
Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (CDES) e representante titular da CNBB no
Conselho Nacional de Saúde.