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Líder do PT:
governo tucano é desmonte social e privatização
O líder do PT na Assembleia Legislativa de São
Paulo, Rui Falcão, afirmou que o legado tucano após 15 anos no governo
estadual foi o desmonte das “redes de proteção social e de fomento”. “Tudo
foi privatizado e o papel do Estado se enfraqueceu”, ressaltou, referindo-se
à escandalosa entrega do patrimônio público imposta a pretexto de “sanear”
as contas públicas para investir na área social.
“É uma gestão que se sustenta à custa de muita
propaganda”, ressaltou Falcão, lembrando que desde o primeiro governo de
Mario Covas, iniciado em 1995, o estado entregou a particulares – a maioria
monopólios estrangeiros – o grosso das empresas públicas na área de
transportes, energia elétrica, gás natural, abastecimento, além do Banespa,
que era o maior banco estadual do país.
Mesmo com o patrimônio das empresas estatais
subavaliado - e muito - no processo de privatização, o governo estadual
arrecadou cerca de R$ 35,5 bilhões, segundo dados da Secretaria Estadual da
Fazenda. No entanto, a dívida pública paulista, que era de R$ 34 bilhões no
início dos governos tucanos, chegou a R$ 146,3 bilhões no ano passado,
conforme registrou a revista CartaCapital, em matéria da edição de 25 de
agosto de 2009.
Os investimentos nas áreas educação, saúde,
segurança e habitação despencaram. Houve queda de um terço nos investimentos
na área social desde o início da gestão tucana até 2004. De acordo com
reportagem da Agência Carta Maior (agosto/2006), as áreas de saúde,
habitação, educação e assistência social receberam R$ 4,5 bilhões entre 1991
e 1994 e pouco mais de R$ 2,4 bilhões entre 1995 e 1998. Entre 1999 e 2002,
período imediatamente posterior à maioria das privatizações, o investimento
foi de apenas R$ 1,9 bilhão.
Na educação, a superlotação das salas de aula,
escolas de lata, desvalorização do magistério e aprovação automática levaram
a resultados vexatórios nas avaliações de qualidade. O desempenho dos alunos
da rede pública em língua portuguesa, que tinha a média mais alta em 1995,
caiu para o 6º lugar em 2007.
A marca tucana na Saúde é a terceirização, que
entregou a gestão de vários hospitais públicos para as OSSs (Organizações
Sociais de Saúde). O atendimento à população piorou e o número de servidores
do setor caiu de 69 mil para 64 mil. Na segurança, a população ficou refém
do crime organizado. No transporte, o exemplo, ou melhor, o mau exemplo, é o
caos no trãnsito das marginais do Tietê. Além de metrô e trens superlotados
nos horários de pico. Obra tucana profícua no setor é a espantosa
proliferação dos pedágios caros nas estradas paulistas, que tem rendido
superlucros às concessionárias.
Para o atual governador tucano, José Serra, essa
trajetória tem um saldo: “Uma característica importante de todos os governos
do PSDB é que ninguém quebrou o Estado para fazer seu sucessor”. Pois foi
justamente nos governos tucanos que o Estado paulista foi arrebentado, como
se pode ver acima.
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