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Para prefeitos da
região de Atibaia foi a Sabesp que provocou alagamentos
Quase duas semanas em situação de emergência, a
região de Atibaia está alagada porque a Sabesp abriu as comportas das represas
de Piracaia (no Rio Cachoeira) e de Nazaré Paulista (no Rio Atibainha). E, na
última quinta-feira, a empresa anunciou que iria abrir novamente as represas sem
discutir com as prefeituras dos municípios afetados.
“Nunca houve um preparo por parte da Sabesp para
uma situação de cheias. Ao longo dos anos houve a preocupação com o período de
seca. Nós, municípios, não fomos avisados” afirmou, em entrevista à TV Brasil, a
prefeita de Piracaia, Fabiane da Costa Santiago.
Para o prefeito de Atibaia, a preocupação com a
falta de água nos últimos anos deixou despreparada a região para uma situação de
excesso água. “Até hoje se pensava apenas em falta de água. Hoje, estamos em uma
situação totalmente diferente. Temos excesso de água e não havíamos discutido
isso nos últimos anos.”. De acordo com informações da Prefeitura, 500 famílias
foram atingidas pela água da chuva e pelo transbordamento do Rio Atibaia, sendo
que 80 famílias estão desalojadas e cinco estão desabrigadas.
Acontece que, “em agosto do ano passado, o
armazenamento de água no Cantareira estava na casa dos 80%. Se à época a Sabesp
tivesse feito o despejo gradual, aumentando aos poucos a vazão das represas de
Piracaia e Nazaré Paulista, Atibaia certamente não estaria enfrentando os
alagamentos registrados”, diz jornalista Adriana Carvalho, do AtibaiaNews.
Para abastecer parte da região metropolitana de
São Paulo, o Sistema requer níveis entre 45 e 55%, segundo o gerente da Divisão
de Gestão de Recursos Hídricos da Sabesp, Carlos Roberto Dardis.
Durante encontro realizado na quinta-feira (14)
e que reuniu prefeitos e representantes de Atibaia, Piracaia, Nazaré Paulista e
Bom Jesus dos Perdões, Dardis afirmou que a Sabesp não descarregou parte das
águas nos meses anteriores à cheia porque avaliou que a região corria o risco de
estiagem. Apesar das advertências sobre a temporada de chuvas deste ano, que já
começou a ser perceptível em setembro. |