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CARTAS
horadopovo@horadopovo.com.br
Preocupação
O objetivo maior desta carta é dizer da minha preocupação, e acredito de
milhões de brasileiros, de o Brasil cair novamente nas mãos do PSDB e
Cia. O que seria péssimo principalmente para a classe mais humilde do
nosso país, e porque não dizer, dar a eles novamente a oportunidade de
voltar ao que sempre foram, ou seja, os vendilhões da Pátria. A esse
respeito, no tempo em que nos governaram, foram tantas as vendas para
organizações estrangeiras, e por um valor muito abaixo do que realmente
valiam, que se fôssemos enumerá-las precisaríamos ocupar uma página
inteira do jornal. Por isso, citarei apenas as estradas (com seus
pedágios), a Vale do Rio Doce e o Banco do Estado de São Paulo, hoje
Santander. Só não venderam a Caixa Econômica Estadual porque estávamos
em vésperas do segundo turno das eleições de 2006. A propósito, até
hoje, PSDB e Cia. não conseguiram botar goela abaixo o fato de terem
perdido as eleições com a pequena diferença de 20 milhões de votos. Para
terminar, gostaria que todos os brasileiros tomassem conhecimento de
tudo o que é publicado no jornal Hora do Povo, para poderem fazer um
juízo do que acontece e que a imprensa, rádio e televisão do nosso país
não publicam. Cabe a cada brasileiro fazer o seu julgamento. Ao jornal
Hora do Povo, e a todos que aí trabalham, os meus votos de muitas
felicidades.
José Argento – Jundiaí (SP)
Invasão do Haiti
Por sob os escombros do terremoto e das caóticas ações de socorro que
estão sendo mostradas fartamente ao vivo e a cores, num espetaculoso
“reality show” de deixar à míngua o novo “Big Brother”, há uma outra
terrível catástrofe que pode culminar com a “refundação” do Haiti como
uma colônia de novo tipo dos Estados Unidos, cujos soldados, armados até
os dentes, estão invadindo a parte ocidental da antiga ilha Quisqueya,
batizada de “hispaniola” por Cristóvan Colombo, enquanto os efetivos de
17 nações pousados ali em 2004 com mandato da ONU (Argentina, Benin,
Bolívia, Brasil, Canadá, Chade, Chile, Croácia, França, Jordânia, Nepal,
Paraguai, Peru, Portugal, Turquia e Uruguai) estão sendo obrigados a
escolher entre o recolhimento dos mortos e policiamento das favelas, ou
a “saírem à francesa” de volta a seus quartéis de origem. Um golpe entre
os escombros. Essa é a mais patética constatação de um golpe explícito
como corolário da tragédia que fez desmoronar o Estado haitiano, já
minado por controle remoto desde Washington, até agora através da
Minustah - Missão da ONU para a Estabilização do Haiti, sempre sob o
comando de um oficial brasileiro, agora o quinto chefe desde que o
general Augusto Heleno Ribeiro Pereira lá chegou em 1 de junho de 2004.
Pedro Porfírio – por correio eletrônico
Inspeção veicular
Mais uma taxa será incorporada a nossa vida em São Paulo pelo Taxab.
Desta vez é a Taxa da Inspeção Veicular que não será mais devolvida aos
trouxas que pagam. Sim, pois vejamos, mais de um milhão não fizeram a
inspeção. Acho que estes proprietários é que estão certos, uma vez que a
Prefeitura não os incomodará, por não ter o que fazer com esses veículos
- e a inspeção só era para os veículos mais novos, imagina quando, e se
entrarem, os carros mais velhos. Aos outros como eu, só resta lamentar:
Ninguém faz nada para conter essa ganância por Impostos e Taxas,
infelizmente.
Mohamed Abdalla Kilsan - São Paulo (SP)
Fenômenos naturais
O ano mal começou e os problemas bombardeiam em vários lugares do país e
do mundo. A própria era da tecnologia tem se mostrado impotente diante
dos fenômenos naturais. O que fazer para barrar essa onda de catástrofes
gerada pela fúria da natureza? Existem previsões para terremotos,
maremotos, erupções de vulcões, chuvas e tantas outras previsões, e os
desmoronamentos continuam acontecendo com muitas vítimas fatais e
feridas. O homem, que chegou à lua, lançou satélites, sonda a Marte e
outros planetas distantes, está sendo nocauteado pelos fenômenos
naturais.
Paul Morin – Curitiba (PR)
Prisões agrícolas
O que não se compreende, por inércia ou negligência de política pública,
é a não preocupação de nossas autoridades políticas, judiciárias e
governamentais com a construção de mais instituições agrícolas ou de
outras atividades laborais para direcionar o apenado a atividades
produtivas, construtivas e recuperativas, em vez de ficarem
trancafiados, com vida sedentária, em convívio com deliquentes
perigosos, e só esperando uma oportunidade de fugir para cometer novos
delitos.
Julio César Cardoso - Camboriú (SC)
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