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Sindicatos
denunciam demissões no HSBC
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do
Ramo Financeiro (Contraf-CUT) denunciou que o banco inglês HSBC iniciou o ano
com o fechamento de agência e demissões em várias regiões do país.
Segundo Sérgio Siqueira, diretor da Contraf, no
banco, o “tratamento dado aos funcionários e clientes é um dos piores, como vêm
comprovando através da liderança por dois anos seguidos de reclamações no Banco
Central. Além disso, ainda atua com um dos salários mais baixos em relação ao
mercado”.
O banco fechou quatro agências em Minas Gerais,
três na Bahia e quatro no Rio de Janeiro. “O número de agências do banco será
mantido ao redor de 900, mas neste ano o HSBC pretende fechar algumas
deficitárias e abrir entre 20 e 30 agências do segmento Premier, que atende
público com renda superior a R$ 8 mil mensais”, disse o presidente da
instituição no país, Conrado Engel. Ao mesmo tempo em que demite, o HSBC Brasil
elevou seu capital em R$ 1 bilhão com envio feito pela matriz inglesa,
contabilizando um total de R$ 15,5 bilhões.vereiro de 2010, e outros R$ 1 mil
corrigidos pelo índice de reajuste a ser conquistado na campanha salarial deste
ano, em fevereiro de 2011. Os dirigentes sindicais consideraram a proposta
inaceitável.
“Pagando mais de R$ 8 milhões a cada diretor
executivo, o valor que sobra para os bancários não é ilegal, já que não existe
nenhuma lei que restrinja a remuneração dos executivos. Mas essa distribuição
tão desigual é, sem dúvida, imoral”, enfatizou o diretor da Federação dos
Bancários do RJ-ES, Paulo Garcez.
A diretora do Sindicato dos Bancários de São
Paulo, Rita Berlofa, disse que “não podemos admitir um valor tão aleatório para
o pagamento de PPR, quando o Santander paga milhões para seus diretores
executivos e patrocina Fórmula 1 e Copa Libertadores. Vamos continuar com a
mobilização até que o Santander atenda nossas reivindicações”. |