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FUP repudia
aumento do álcool e defende controle estatal do setor
“O aumento abusivo do preço do álcool é mais uma
demonstração da necessidade do controle do Estado sobre os bens energéticos,
para que a população não viva constantemente refém do mercado e de sua ânsia
desenfreada pelo lucro”, avalia o coordenador da Federação Única dos
Petroleiros (FUP), João Antonio Moraes.
De acordo com a FUP, o litro do álcool saltou de
R$ 1,392 em junho para R$ 1,775 em janeiro, forçando o governo a anunciar a
redução, de 25% para 20%, na quantidade de álcool misturado à gasolina, numa
tentativa de conter a absurda elevação de preços do etanol.
“Os usineiros culpam as chuvas no Brasil e a
quebra da safra na Índia como fatores que afetaram a produção e o
consequente aumento nos preços, com reflexos para o bolso de todos os
cidadãos brasileiros, apesar de a safra de cana no país ter passado de 505
milhões de toneladas, em 2008, para 540 milhões no ano passado”, ressalta
Moraes. De acordo com o coordenador da FUP, “para que a Europa e a Índia
possam tomar café com açúcar, o brasileiro tem que pagar mais pelo álcool do
automóvel, o governo tem que reduzir a mistura nos combustíveis – causando
maior poluição, entre outros problemas -, mas os usineiros insistem em se
utilizar desses expedientes para aumentar suas margens de lucro”.
Moraes lembra que a FUP apresentou sua proposta
“de uma nova lei do gás e do petróleo, porque entende que esse bem é
estratégico para a soberania e o desenvolvimento nacional e não pode estar
refém dos interesses privados, como nau sem rumo em mar turbulento”. |