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Oposicionistas argentinos retiram o apoio a
sabotador na presidência do BC
O deputado nacional
Martín Sabbatella e o dirigente Carlos Raimundi, em nome do partido Novo
Encontro, de oposição ao governo de Cristina Kirchner, anunciaram seu apoio aos
decretos que estabelecem a criação do Fundo do Bicentenário e a remoção do
titular do Banco Central, Martín Redrado.
Aprofundando o racha
na oposição, o senador Gerardo Morales e o deputado Ernesto Sanz, da União
Cívica Radical (UCR) declararam que já não se comprometem com o funcionário
demitido. “Nós apoiamos o uso das reservas para o pagamento da dívida e a
remoção do presidente do Banco Central”, declararam, acrescentando que “Redrado
deveria renunciar já”.
“Estamos convencidos
de que é a política a que deve marcar o rumo da atividade financeira do país, e
não ao contrário. Aqui não existe conflito entre os poderes do Estado. Os
poderes do Estado são três: o executivo, o legislativo e o judicial, o Banco
Central não é um deles”, declararam em comunicado. Os dirigentes do partido Novo
Encontro, que se define de esquerda e progressista, concluíram que apoiando a
“independência” do Banco Central da política econômica que o governo de Cristina
Kirchner defende se colocariam ao lado das forças mais retrógradas. Assim,
frisaram que “a reação dos setores da direita, questionando o Fundo do
Bicentenário e obstruindo o afastamento do titular do Banco Central, expressa
mais os interesses dos credores que os do país”.
E sublinharam que
“porém, apesar das intenções desses setores, não conseguiram entorpecer o
desempenho da economia argentina”.
Sabbatella e
Raimundi advertiram que “o governo deveria tomar consciência das conseqüências
da nomeação de alguém como Redrado, com visão neoliberal, à frente do BC”. |