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Eleição presidencial na
Ucrânia: Bushenko tenta
reeleição e consegue apenas o 5º lugar com 5,6%
“Hoje marca o fim da força laranja”, assinalou Viktor Yanukovich, candidato
vitorioso no primeiro turno das eleições presidenciais ocorridas na Ucrânia
neste domingo, 17, referindo-se a coalizão que se instalou em 2004, liderada
por um economista formado nos Estados Unidos, Victor Yushenko, atual
presidente, que defende a submissão total a Washington e a adesão à Otan.
Bushenko, como é conhecido por sua ligação com W. Bush, apresentou sua
candidatura e foi arrasado nas urnas, tendo ficado na quinta posição com
apenas 5,61% dos votos.
No próximo 7 de fevereiro, o candidato de oposição ao governo disputará o
segundo com a atual primeira-ministra, Yulia Timoshenko.
Os dois foram os mais votados dos 18 candidatos ao comando do Estado. Na
noite de segunda-feira, quando já havia se processado 93,6% das mesas
eleitorais, 35,3% dos votos tinham sido dados a Yanukovich e 24,95% a
Timoshenko.
A Ucrânia, com 46 milhões de habitantes, é o segundo país da Europa em
tamanho depois da Rússia, e um dos países mais golpeados pela crise por ter
transformado sua economia em apêndice da economia norte-americana. A queda
do PIB em 2009 chegou aos 15%, o desemprego atinge 19%, a catástrofe
sanitária revolta a população que não esquece os serviços que o Estado
prestava até a década dos 90. Agora, a gripe A, por exemplo, causou mais
vítimas na Ucrânia que em todo o resto da Europa.
Yanukovich conquistou mais de 50% dos votos em pelo menos cinco regiões
ucranianas, enquanto Timoshenko só o conseguiu em uma. A Comissão Central
Eleitoral declarou válidas as eleições, após contabilizar 22.350.659 votos,
65,87% dos registrados que compareceram aos 33.700 locais de votação no
país. |