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Brasil criou 995 mil empregos formais em 2009
O Brasil criou
995.110 empregos formais em 2009, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados
e Desempregados (Caged) divulgados, no dia 20, pelo Ministério do Trabalho. No
início da crise financeira nos EUA, no final de 2008, vários setores, em
particular as montadoras, promoveram demissões e só voltaram a contratar a
partir de julho do ano passado, contribuindo para a redução no número de
contratações.
Foi a primeira
vez desde janeiro em que as demissões superaram as contratações. Naquele mês, o
Brasil perdeu 101.748 empregos com carteira assinada e veio se recuperando ao
longo dos meses até registrar nova queda em dezembro, quando foram perdidas
415.192 vagas.
O último mês
do ano é tradicionalmente um mês de demissões devido às contratações temporárias
para o Natal.
“Dezembro
sempre apresenta saldo negativo, e este ano houve um esvaziamento depois de
quatro meses gerando empregos acima da média histórica. No fim de 2008 houve
mais demissões do que o necessário, as empresas zeraram seus estoques e
precisaram contratar às pressas no segundo semestre de 2009”, disse o ministro
Carlos Lupi.
No mês de
dezembro, a indústria de transformação foi a que mais fechou vagas de trabalho.
Foram 166.040 vagas perdidas. A agricultura teve também uma perda forte no mês
com o fechamento de 117.216 mil postos de trabalhos formais fechados.
SETORES
A agricultura
foi o único setor que registrou queda no emprego formal em 2009: 15.369 vagas a
menos. Serviços aparece em destaque, com mais de 500 mil novos postos gerados,
seguido pelo Comércio com 297.157 mil, Construção Civil com 177.185 mil e
Indústria de Transformação com 10.865 mil.
De acordo com
o Ministério, todas as regiões do Brasil tiveram crescimento no emprego com
carteira assinada em 2009. O Sudeste teve o maior número de vagas criadas,
476.031, enquanto no Norte foram abertos 37.241 postos de trabalho. Apenas os
estados do Maranhão e do Amazonas tiveram desempenho negativo na criação de
empregos no ano passado.
O salário
médio dos trabalhadores contratados em 2009 foi maior do que em 2008. Segundo os
dados do Caged, o salário médio passou de R$ 741,68 para R$ 780,56, um aumento
real de 5,24%. Apenas Maranhão e Distrito Federal tiveram redução neste
indicador. Para o ministro Lupi, o dado mostra o fortalecimento do mercado
interno com uma renda maior do trabalhador.
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