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Bancários
do Santander paralisam e denunciam concentração dos lucros
Os bancários dos bancos Santander e Real
realizaram quarta-feira o Dia Nacional de Luta dos Trabalhadores do
Santander e Real com o objetivo de retomar as negociações em relação ao
Programa de Participação nos Resultados (PPR).
A mobilização foi aprovada na plenária nacional
de dirigentes sindicais dos bancos, no último dia 12, em São Paulo.
Em diversas capitais, trabalhadores distribuíram
jornal e retardaram em uma hora a abertura das agências.
“Os trabalhadores mandaram o seu recado para a
direção do Santander. Ou o banco melhora a proposta de aditivo (à convenção
coletiva) e apresenta um PPR justo, ou então as mobilizações serão
intensificadas em todo país. É inaceitável que haja dinheiro sobrando para
gastar com marketing e não tenha mais recursos para investir no maior ativo
do Santander, que são os seus funcionários”, afirma o secretário de imprensa
da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.
Para Arilson da Silva, presidente do SEEB-MT e
funcionário do Real, “estamos lutando por aquilo que nos é de direito. Os
banqueiros se negam a implementar uma PLR melhorada ao mesmo tempo que tem
lucrado bilhões e anunciado a distribuição R$ 8,6 milhões de bônus aos seus
executivos”.
Em Curitiba, a mobilização se concentrou centro
da capital. A agência do Santander e a Superintendência Regional do banco,
localizadas na Rua Marechal Deodoro, amanheceram fechadas nesta
quarta-feira, 20 de janeiro e as atividades só foram retomadas após as 11
horas.
De acordo com os sindicatos dos bancários, a
categoria considerou inaceitável a proposta de PPR feita pela empresa: R$
1.000 de PPR em fevereiro de 2010, e outros R$ 1.000, corrigidos pelo índice
de reajuste a ser conquistado na campanha salarial deste ano, em fevereiro
de 2011. “Enquanto isso, o banco aprovou na assembleia dos acionistas de
2009 o valor R$ 223,8 milhões para remunerar seus 23 executivos, o que
significa uma média de R$ 8,26 milhões para cada um”, denunciam os
sindicatos. |