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Estatal amplia presença no setor petroquímico
A Petrobrás
ampliou sua participação no setor petroquímico, consolidando a reestruturação do
setor iniciada com o governo Lula, após as privatizações no governo Fernando
Henrique. No dia 21, a estatal e a Odebrecht anunciaram a compra da petroquímica
Quattor, da família Geyer, pela Braskem. A estatal dividirá com a Odebrecht o
controle da nova empresa, que deterá o monopólio na produção de resinas
termoplásticas.
“Com a
incorporação dos ativos e recursos, a Braskem passará a ser a maior empresa
petroquímica das Américas em capacidade de produção de resinas termoplásticas,
com 26 plantas petroquímicas em seu ativo”, informou a Petrobrás.
As duas
empresas se comprometeram a entrar com R$ 3,5 bilhões do aporte - R$ 1 bilhão da
Odebrecht e R$ 2,5 bilhão da Petrobrás. Para realizar o negócio, criaram uma
holding, a BRK Investimentos Petroquímicos, com 93,3% do capital com direito a
voto da Braskem. Na holding, a Odebrecht detém 50,1% e a Petrobrás, 49,9%. Até
agora, a Odebrecht tinha 62,3% do capital votante da Braskem e a Petrobrás, 31%.
Para o
presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, é uma chance de "compartilhar as
decisões", e não atuar apenas como acionista minoritário. O acordo prevê que as
decisões serão tomadas por consenso, o que garante à estatal poder de veto.
O negócio, que
cria a oitava maior petroquímica do mundo, será finalizado em 120 dias. Após a
incorporação, a receita bruta da Braskem chegará a R$ 25,8 bilhões, com a
produção de 5,5 milhões de toneladas de resinas por ano.
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