|
Gilmar dá habeas corpus para dono da empresa que enviou dinheiro por Sedex a
Roberto Arruda
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF),
Gilmar Mendes, concedeu habeas corpus para garantir ao proprietário da empresa
de informática CTIS, Avaldir da Silva Oliveira, o direito de ficar em silêncio
no seu depoimento à Polícia Federal, marcado para esta quarta-feira (27). A CTIS
é apontada pelo ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal
(PF), Durval Barbosa, como integrante do esquema de corrupção que teria sido
armado pelo governador José Roberto Arruda (ex-DEM).
Na liminar, concedida na segunda-feira (25),
Gilmar Mendes determina que seja dado a Avaldir “tratamento próprio à condição
de investigado” e que ele possa, além de permanecer calado, ser assistido por um
advogado durante o depoimento.
Segundo Durval Barbosa, ao chegar ao seu
gabinete, em outubro de 2009, encontrou um pacote de dinheiro enviado pela CTIS
por Sedex “para chegar ao governador José Roberto Arruda e demais pessoas”. Do
valor, estimado em R$ 63 mil, 40% (R$ 25,3 mil) deveria ser entregue ao
governador. O restante deveria ser distribuído ao vice-governador, Paulo Otávio
(R$ 18,9 mil); o então chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel (R$ 12,6 mil); e
R$ 12,6 mil a uma pessoa não identificada PF.
A CTIS Tecnologia S/A também foi vencedor de uma
licitação para alugar 100 mil microcomputadores ao governo de José Serra (PSDB),
em São Paulo. A empresa assinou um contrato no valor de R$ 400 milhões com a
Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) para fornecer locação de
computadores ao custo de R$ 4.000 por unidade, que seriam destinados ao projeto
“Computador na Escola”. A CTIS está sendo investigada pela PF por fraudes em
licitações públicas.
|