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Famílias dos 19 militares mortos terão indenização de R$ 500 mil
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na quinta-feira um projeto de lei
que autoriza o pagamento de uma indenização imediata de R$ 500 mil às famílias
dos 19 militares mortos no Haiti. O projeto também prevê o pagamento de bolsa de
estudos, no valor de R$ 510 mensais, aos dependentes dos militares com menos de
24 anos. O projeto foi enviado ao Congresso Nacional na sexta-feira.
Na
segunda-feira (25), Lula confirmou a indenização em seu seu programa semanal
“Café com o Presidente” e disse que o “mínimo que o governo pode fazer” em
relação aos militares e civis brasileiros mortos no terremoto que devastou o
Haiti, em 12 de janeiro, é garantir uma indenização às famílias. “Eu te confesso
que, poucas vezes, eu fiquei emocionado como fiquei no velório daqueles
soldados. Porque eram pessoas que estavam no Haiti para prestar solidariedade,
pessoas que estavam dedicando a sua vida e tentando ajudar os mais pobres”,
afirmou Lula.
Na
quinta-feira (21), o presidente participou em Brasília, da homenagem aos
soldados, cujos corpos retornaram ao país na noite de quarta-feira. “A História
confirmará que o sacrifício de nossos heróis e a dor das famílias não terão
ocorrido em vão”, declarou Lula, muito emocionado, durante a cerimônia. Ele
reverenciou os soldados brasileiros que “tombaram cumprindo a mais nobre missão
humanitária efetivada pelas nossas tropas” e cumprimentou os familiares dos
militares vítimas do terremoto no Haiti.
Lula estava
acompanhado da primeira-dama Marisa Letícia, do comandante do Exército, Enzo
Peri, dovice-presidente José Alencar e de ministros. Ele lembrou ainda o
trabalho da fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, e do diplomata Luiz
Carlos da Costa, vice-chefe da missão de paz da ONU no Haiti, que também
morreram no terremoto. “O soldado brasileiro nunca foi confundido com invasores
estrangeiros. Estou falando de destemidos compatriotas que chegaram ao Haiti
levando a seguinte mensagem àquela gente sofrida: 'vocês não estão sozinhos'”,
disse o presidente, ao lado dos caixões cobertos com bandeiras do Brasil. Os
militares também foram promovidos na cerimônia póstuma.
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