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Centrais sindicais convocam Conferência Nacional
da Classe Trabalhadora
Conclat irá unificar propostas dos trabalhadores
para o país
Encontro será realizado no dia 1º de junho e irá
unificar projeto dos trabalhadores em defesa do
desenvolvimento nacional
As seis centrais sindicais (CUT, Força, CGTB,
CTB, NCST e UGT) decidiram, em reunião realizada
quinta-feira, convocar a realização da 2ª
Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat)
no dia 1º de junho, na capital paulista.
Considerado pelas entidades como um momento
histórico, o encontro tem como objetivo reunir
10 mil lideranças sindicais de todo o país para
debater a integração do movimento sindical e
consolidar uma proposta unificada de projeto
para o país, que será apresentada às
candidaturas das próximas eleições.
A exemplo da 1ª Conclat, que ocorreu em 1981 e
reuniu cerca de 1.200 entidades e
aproximadamente 5.000 delegados sindicais,
representando um importante passo na
democratização do país, as centrais visam
intensificar a mobilização em defesa do projeto
de desenvolvimento do país e da melhoria de vida
dos trabalhadores. Entre os pontos apontados
pelas entidades como prioritários, estão a
defesa das riquezas do pré-sal com o fim dos
leilões, a aprovação do projeto de combate à
terceirização, a aprovação da PEC do Trabalho
Escravo, e a mudança dos Índices de Propriedade
da Terra, para acelerar a reforma agrária.
Uma vez aprovadas estas diretrizes, explicou o
presidente da CUT, Artur Henrique, “elas serão
instrumento de ação sindical que contribuirão no
processo eleitoral”. “As centrais são autônomas
e independentes, mas têm lado: o dos
trabalhadores, da defesa de um projeto de
desenvolvimento para o país com valorização do
trabalho e distribuição de renda. Ao contrário,
a direita representa privatização, desmonte do
Estado, arrocho salarial, precarização e
desemprego”, sublinhou.
Ao longo do processo, destacou o dirigente,
vamos ampliar a pressão junto ao empresariado,
ao Congresso e aos governos pela aprovação de
projetos que contemplem avanços sociais, como o
da redução da jornada de trabalho para 40 horas
semanais sem redução de salário. “Nossa
orientação para as categorias que estão em
campanha salarial, como os metalúrgicos,
químicos e comerciários, é que ampliem as
mobilizações e as greves, tendo em vista que
todos os setores estão falando em crescimento
econômico em 2010. Este é um fator positivo e um
momento excelente para avançar na redução da
jornada”, exemplificou.
De acordo com o presidente da Força Sindical e
deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP)
a ação coordenada das centrais, ao mesmo tempo
em que dá maior consistência às reivindicações
da classe trabalhadora, mina as resistências dos
setores mais retrógrados.
Segundo o secretário geral da Central Geral dos
Trabalhadores do Brasil (CGTB), Carlos Alberto
Pereira, “o 1º de junho será histórico, com o
conjunto das centrais aprofundando a sua unidade
nos Estados, o que elevará o seu protagonismo.
Desta forma vamos ampliar as vitórias da classe
trabalhadora, que apontam para o fortalecimento
do nosso mercado interno, para a defesa do
pré-sal e o fim dos leilões do petróleo, com
maiores investimentos na industrialização do
país”.
“Defendemos um projeto de nação fundado na
valorização do trabalho e numa distribuição mais
justa da renda nacional, que é produzida pela
classe trabalhadora. Estou convencido de que o
fato de as seis centrais sindicais redigirem
esse documento é um acontecimento histórico,
pois por meio dele iremos participar ativamente
da disputa eleitoral de 2010, com a classe unida
e a opinião dos trabalhadores muito bem
definida. Isso é motivo de comemoração, é um
grande feito político”, declarou o presidente da
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do
Brasil (CTB), Wagner Gomes.
Os sindicalistas decidiram iniciar a campanha
unitária já na reabertura do Congresso Nacional,
terça-feira, organizando uma manifestação para
garantir que a proposta de redução da jornada
para 40 horas ganhe prioridade nos trabalhos.
Segundo o Dieese, acompanhada do aumento do
valor das horas extras, a medida pode gerar mais
de 2,2 milhões de novos empregos. |