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Obama congela verba de órgãos de
governo e só não toca na “defesa”
Pela
proposta a ser apresentada pelo presidente dos EUA no pronunciamento “Estado
da Nação” o corte seria de US$ 25 bi a cada ano, por 10 anos, atingindo
agências de governo para saúde, proteção ambiental, serviços sociais e
outros
O
governo dos EUA se propõe a cortar US$ 250 bilhões em investimentos
destinados às agências governamentais que atuam nos setores da saúde,
proteção ambiental e serviços sociais, entre outros nos orçamentos de 2010 e
nos nove anos subsequentes. Pela vontade do atual presidente, o corte se
estenderia por seus próximos três anos de governo e continuaria nos anos
subsequentes perfazendo US$ 250 bilhões em cortes durante dez anos.
O anúncio deve ser feito pelo presidente Barack Obama em sua avaliação sobre
a situação do país (tradicional pronunciamento presidencial de início de ano
denominado “State of the Nation” – Estado da Nação), segundo informa o
colunista Sam Stein em sua matéria publicada no dia 25, no site Huffington
Post.
Segundo Sam Stein, Obama vai propor ao Congresso os cortes no orçamento que
só não atingirão a parte relativa a ‘segurança’ e ‘defesa’.
O objetivo da proposta é manter o orçamento das agências no mesmo patamar de
US$ 447 bilhões absorvidos por elas no último ano ou mesmo reduzir estes
investimentos.
O funcionário da Casa Branca que passou as informações a Stein (fonte não
citada), segundo o colunista, afirmou que “estamos diante do duplo desafio
de um fosso massivo no PIB e déficits orçamentários muito substanciais ao
longo do tempo”.
“MUDAR O FOCO”
“Neste ano de transição devemos mudar o nosso foco e garantir que estamos
conseguindo tanto quanto podemos de cada dólar nas mãos do governo federal”,
prosseguiu o funcionário.
Democratas estão alegando que esta foi uma das propostas combatidas por
Obama em sua campanha e nos debates com o canditato republicano, John McCain.
“O congelamento das despesas deve ter um apoio tépido entre os
correligionários democratas do presidente, muitos deles vêem estas
limitações auto-impostas como uma política arriscada em tempos de profunda
recessão econômica”, diz Sam Stein.
O funcionário alegou que o projeto tem “flexibilidade, desde que surjam
emergências”: “não se trata de um congelamento simplesmente generalizado”.
“Se uma agência precisa de mais dinheiro ela pode conseguir mas apenas às
expensas de outra”, diz ainda o atilado homem da Casa Branca. “Algumas
agências se elevarão, outras diminuirão seus gastos, mas o total tem que
permanecer constante”.
“Isentos dos limites estarão a segurança e as agências de defesa, cujos
orçamentos vão sem dúvida crescer nos anos adiante de nós na medida em que o
presidente persegue uma política agressiva”, afirma o colunista do
Huffington Post.
Seguidas as diretrizes de Obama, segundo calcula Stein, no que tange ao
orçamento destinado às ações sociais “em 2015 os cortes terão trazido esta
categoria de investimentos ao seu nível mais baixo em 50 anos”.
BISTURI
“Não demorou muito e os críticos do plano colocaram na Internet
posicionamentos sobre o congelamento”, diz Stein.
“Um dos ataques mais fortes ao plano de Obama foi desferido por suas
próprias palavras em um debate com seu adversário McCain [que passou a
defender o congelamento assim que a economia entrou em crise]”, acrescenta
Stein dizendo que o vídeo logo foi postado no YouTube.
Nele vê-se Obama afirmando: “o problema com o congelamento de despesas é que
você está usando uma machadinha quando deveria usar um bisturi. Há muitos
programas extremamente importantes que estão subfinanciados”.
“Este é mais um exemplo de distribuição injusta da carga”, diz Obama em um
segundo enfrentamento. “Isto é usar com uma machadinha nos cortes
orçamentários. Quero usar um bisturi de forma que pessoas que precisam de
ajuda tenham ajuda e nós, como eu próprio e o senador McCain, que não
precisam de ajuda, de fato, não a tenham”. |