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Redrado tem entrada no prédio do Banco
Central vedada pela polícia
O governo argentino
nomeou, na segunda-feira, uma nova condução para o Banco Central, que ficou a
cargo de seu vice-presidente, Miguel Pesce, depois que a polícia impedira a
entrada no recinto ao funcionário demitido, Martín Redrado.
Redrado chocou-se
com o governo da presidente Cristina Fernández ao recusar-se, no início do mês,
a cumprir a ordem de repassar a uma conta em nome do Tesouro Nacional 6. 569
bilhões de dólares das reservas do Banco Central para pagar dívidas, evitando
assim que esse dinheiro saísse do orçamento e permitindo a garantia de mais
investimentos no desenvolvimento do país.
Redrado negou-se a
aplicar a medida alegando a “independência do BC”. Ele preferia que não se
mexesse nas reservas defendendo que elas deveriam ser mantidas à custa de
manutenção de juros altos, e ao permancerem intocáveis não se poderia usar nem
mesmo parte delas para apoio creditício à produção, defendendo também que o
investimento zero deve servir para “não provocar inflação”, Redrado foi
destituído por um decreto de Fernández, por “má conduta e descumprimento dos
deveres de funcionário público, mas um setor da Justiça, vinculado à oposição, o
repôs no cargo e bloqueou o depósito dos recursos.
Cristina denunciou
que Redrado atendia a interesses dos “fundos abutres especuladores”, que usavam
a necessidade de manutenção das reservas e o uso de recursos orçamentários para
pagamento da dívida para forçar a elevação dos juros dos títulos de governo.
O governo, porém, ao
tempo que desqualificou essa decisão, contou com o apoio da maioria do diretório
do BC que convocou a polícia para barrar a entrada de Redrado.
Na terça-feira, dia
26, se reunirá a comissão especial parlamentar que deve emitir uma proposta não
vinculante sobre a permanência de Martín Redrado no Banco Central. |