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República Dominicana receberá Manuel Zelaya como seu hóspede
O presidente constitucional de Honduras,
Manuel Zelaya, anunciou que após o cumprimento de seu mandato, sairá do país
“como um cidadão comum”. Zelaya, que sofreu um golpe em junho de 2009
partirá para a República Dominicana, após o acordo assinado pelo presidente
dominicano, Leopoldo Fernández, e Porfírio Lobo, declarado eleito após as
eleições não reconhecidas de Honduras.
“No dia 27 sairei como um cidadão comum,
mediante o acordo assinado na quarta-feira, logo após cumprir meu mandato
presidencial”, afirmou Zelaya, que permanece na embaixada brasileira em
Tegucigalpa desde 21 de setembro, à Rádio Globo de Honduras.
Zelaya afirmou que regressará ao país “quando
a reconciliação nacional o permitir, para me apresentar à justiça. Não o
faço agora porque se criaria outra crise, já que há juizes que são meus
carrascos, e como tal já me condenaram”.
“Por defender meus direitos durmo, há quatro
meses em um colchão no piso em uma pequena habitação da embaixada
brasileira. Voltarei quando houver calma no país e existam juízes justos e
independentes”, destacou Zelaya.
Porfírio Lobo, declarado vencedor nas
eleições presidenciais ocorridas após o golpe e não reconhecidas pela
comunidade internacional, garantiu, durante reunião com o presidente da
República Dominicana, que ao assumir o poder, em 27 de janeiro, outorgaria a
Manuel Zelaya, um salvo conduto para viajar à ilha caribenha.
Na ocasião, Zelaya qualificou a ação como um
“bom gesto”. “Para mim, é um bom gesto de Pofirio Lobo, sinto que o faz para
demarcar-se da ditadura de Roberto Micheletti”, afirmou, ressaltando que
esperaria a assinatura do documento.
Segundo o acordo, Zelaya, sua família e
integrantes de seu círculo mais íntimo, poderão viajar à Repu-blica
Dominicana na qualidade de hóspedes distintos.
Zelaya irá para o aeroporto escoltado por
diplomatas e ativistas dos direitos humanos. “Assim o faremos para evitar
problemas de segurança. Esperamos que os militares e policiais que cercam a
Zelaya, sejam retirados nessa data da sede diplomática do Brasil”, afirmou o
presidente do Comitê de Direitos Humanos, Andrés Pavón. |