|
Iraque: americanos
entregam e fantoches executam
Ali Al Majid, ex-ministro da Defesa
O ex-ministro da Defesa do Iraque, e primo do presidente Sadam Hussein, Ali
Hassan Al Majid, foi executado pelo governo fantoche na forca, após ser
entregue pelo governo dos EUA há poucos dias. Ele havia sido sentenciado a
quatro penas de morte em julgamentos-farsa montados pela ocupação e
supervisionados pelos “juristas” da CIA. Durante os julgamentos, mesmo
doente, Al Majid manteve um comportamento digno, enfrentando no grito os
juízes-fantoches, fazendo greve de fome ao lado de Sadam, denunciando a
ocupação e saudando a Resistência. No dia da execução, a Resistência atacou
no centro de Bagdá, com carros-bomba, três hotéis usados pelos invasores,
colaboracionistas e negocistas, abatendo dezenas deles.
Na campanha de demonização do Iraque, que antecedeu ao ataque de Bush Pai
contra o país em 1991, o Departamento de Propaganda do Pentágono fabricou o
apelido de “Ali Químico”, dizendo que ele comandara um “massacre” de curdos
na cidade de Halabja, em 1988, quando havia estudos oficiais dos EUA
revelando que havia sido cometido pelo Irã, durante a guerra Irã-Iraque.
Essa mentira, assim como a dos bebês que eram atirados das incubadoras e
mortos, pavimentou o caminho para a guerra ao Iraque. (Em 2003, as novas
mentiras, de Baby Bush: ‘armas de destruição em massa’ de Sadam, ataques
químicos ‘em 45 minutos’, ampolas de antraz de Colin Powell, ‘urânio do
Níger’, e caminhões-laboratório de guerra bacteriológica).
Desde 1990, há dois estudos dos EUA, um do Corpo de Marines, e outro do
Colégio de Guerra, sobre a guerra Irã-Iraque, que concluíram que foi o Irã,
e não o Iraque, que usou o gás que causou mortes em Halabja. Os mortos –
aliás, colaboracionistas que lutavam ao lado do Irã contra seu próprio país
– apresentavam as extremidades azuladas, o que indica tratar-se de um gás à
base de cianeto, que atua no sangue, e não o gás mostarda usado pelo Iraque.
Quem usava o gás “sanguíneo” era o Irã, e na conclusão do principal estudo,
as mortes haviam ocorrido no decurso de uma batalha pela posse da cidade, e
não num episódio de “gasificação de seu próprio povo”. A cifra de 5.000
“curdos” era fantasiosa, concluiu o documento. |