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Para Dilma, Eletronet é tão importante
quanto pré-sal
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, avaliou que a
rede de fibra ótica da Eletronet, retomada pelo Estado brasileiro, vai
viabilizar o Plano Nacional de Banda Larga. “Nós entramos na Justiça,
ficamos brigando, brigando, brigando e conseguimos tomar de volta este
patrimônio tão importante como o pré-sal”, afirmou a ministra durante a
inauguração da nova sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de
Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd), no dia 22.
Para Dilma, o processo judicial, que durou três anos, pela
retomada da rede da Eletronet foi “terrível, mas que de alguma forma teve um
final feliz”.
Ela disse que a rede de 16 mil quilômetros, em 18 estados -
somada com a rede de 5 mil quilômetros da Petrobrás -vai assegurar a
inclusão digital. Além disso, “pode tornar o Estado mais ágil”, por meio da
digitalização de serviços públicos. “Vamos lembrar sempre que a internet tem
um condão, como uma varinha mágica. Ela consegue combinar comunicação por
voz, por dados e por imagem. Portanto, quando você se ligar à internet, você
poderá usufruir de todos os bens que ela traz. E isso torna o Estado mais
transparente”, afirmou.
A ministra citou como exemplo o sistema de saúde, com um cartão
único para os cidadãos e uma rede centralizada em todo o Brasil. “Nós
saberíamos quantas vezes uma pessoa fez tomografias, se ela está fazendo
tomografias demais ou não, saberíamos quanto se está cobrando por um
serviço”.
A Eletronet é uma empresa de capital misto que faliu meados
desta década. Em 15 de dezembro de 2009, o Tribunal de Justiça do Rio de
Janeiro decidiu liberar para o governo federal o uso da rede de fibra ótica
da empresa.
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