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Requião diz que se Meirelles sair do governo retira a candidatura
O
governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), afirmou que pode retirar sua
pré-candidatura à presidência da República pela legenda se o governo “se livrar”
do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
Em visita a Teresina (PI), na quarta-feira (27),
o governador declarou que pode sair da disputa e defender uma aliança com o PT
na eleição de outubro se o governo romper com a política econômica atual. “Sou
lulista. O governo precisa avançar e estou tentando mobilizar o partido para a
candidatura própria. Se o PT compuser com o PMDB um programa nacionalista, eu
seria o primeiro a propor uma coligação. Mas essa política de Meirelles valoriza
os banqueiros e quebra os Estados”, ressaltou.
Requião defendeu a candidatura própria do PMDB,
mas comentou que prefere apoiar a candidata do PT, Dilma Rousseff, ao tucano
José Serra. “A Dilma é minha amiga. Prefiro hoje a Dilma numa composição de
aliança. Ela está numa posição mais de esquerda, nacionalista, mais povão”,
argumentou, lembrando que o governador paulista “é neoliberal e o liberalismo
quebrou economia no mundo”.
Na terça-feira (26), na reunião da Escola de
Governo, o governador conclamou os parlamentares do Paraná a se unirem na luta
contra a multa que a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) impõe ao estado por
causa do Itaú. “É o Paraná contra o Itaú”, disse. Requião denunciou que a STN
vem aplicando multas no valor de R$ 6 milhões a R$ 7 milhões mensais ao estado,
o que já teria causado um prejuízo de R$ 300 milhões aos cofres do Paraná. A STN
cobra do Paraná uma dívida de R$ 600 milhões por conta de títulos públicos
adquiridos na época da privatização do Banestado, no governo Jaime Lerner (DEM).
Segundo o governador do Paraná, “a Secretaria do
Tesouro Nacional age como se fosse um cartório de protesto da bancada
financeira”. “Não é oposição ao Lula. Eu o apoiei quatro vezes. Sou admirador do
presidente. Mas eu não posso concordar com o BC sendo presidido pelos
banqueiros”. Para Requião, Meirelles é “o representante do capital vadio no
Banco Central”.
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