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LG não cumpre acordo coletivo e sindicato inicia
paralisações
Empresa quer que 25% dos trabalhadores sejam
excluídos do acordo que garante reajuste da
estrutura de cargos e salários
Os trabalhadores da multinacional sul-coreana LG
Eletronics, que produz celulares, monitores e
notebooks, realizaram terça-feira uma
paralisação na unidade de Taubaté contra a
proposta apresentada pela empresa em relação ao
reajuste da estrutura de cargos e salários. A
categoria também aprovou estado de greve.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de
Taubaté, a empresa se recusa a cumprir a decisão
do Tribunal Regional do Trabalho que, em 2007,
após a categoria realizar uma greve, determinou
que a LG fizesse um reajuste salarial todo ano
para todos os trabalhadores.
Conforme Isaac do Carmo, presidente do
sindicato, “o reajuste é uma conquista da greve
que fizemos em 2007, no entanto, na negociação
deste ano, a empresa quer oferecê-lo a apenas
75% dos trabalhadores. Não podemos aceitar. Sem
considerar que ela não apresenta uma estrutura
salarial e de carreira para os trabalhadores”.
“Como se justifica que 25% dos trabalhadores não
terão seus salários reajustados?”, questionou
Isaac.
O sindicato também denunciou que, durante a
assembleia realizada na porta da fábrica,
membros da empresa agiram com truculência e
tentaram impedir a entrada de integrantes do CSE
(Comitê Sindical de Empresa). No entanto, em
apoio aos membros do CSE, diversos trabalhadores
se manifestaram, garantindo a entrada dos
dirigentes do CSE. “Os trabalhadores se
revoltaram, deixaram as dependências da empresa
em uma exemplar demonstração de unidade com o
CSE e disposição de luta pelos direitos da
categoria e levaram os dirigentes para dentro da
empresa”, relata o sindicato. Da mesma forma, a
empresa também tentou impedir a saída de
trabalhadores que se dirigiam à assembleia.
Não é a primeira vez que a empresa condena sem
motivos dirigentes sindicais. Na greve de 2007,
a LG demitiu 60 trabalhadores e 12 dirigentes do
Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté membros do
Comitê Sindical de empresa, ampliando a greve da
categoria.
Além do reajuste salarial e do plano de
carreira, o Sindicato dos Metalúrgicos condena a
política da empresa de manter a contratação de
terceirizados e de temporários, destacando que
“esse fato só tem agravado a precariedade nas
condições de trabalho na fábrica”. Na
sexta-feira será realizada nova paralisação e
assembleia para definir sobre o movimento. |