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Centrais
debatem no FSM propostas unitárias para garantir mais emprego
As centrais sindicais deram início na
quarta-feira ao Fórum do Mundo do Trabalho, atividade que integra o Fórum
Social Mundial de Porto Alegre, e que durante dois dias se propõe a debater,
através de painéis, temas como trabalho decente, pacto mundial pelo emprego
e crise econômica. O objetivo é construir uma pauta unificada.
A mesa de abertura do Fórum do Trabalho foi
composta por representantes da CUT, Força Sindical, CGTB, CTB, UGT, NCST e
Hugo Bosca, representando a Confederação Sindical dos Trabalhadores das
Américas (CSA) e a Federação Sindical Mundial do Uruguai.
O presidente da CUT Artur Henrique, que junto
com Maria Pimentel, da CGTB, e Nivaldo Santana, a CTB, debateu as
perspectivas e desafios para o movimento sindical perante a crise mundial e
destacou “a importância da redução da jornada de trabalho para 40 horas, da
divisão dos lucros de produtividade e de outras ações possíveis a serem
implementadas”.
“No dia 1º de junho realizaremos a Conferência
Nacional da Classe da Trabalhadora, estaremos todos lá em unidade. Porém,
unidade não é estarmos todos juntos no caminhão de som e fazer um discurso
bonito, mas sim, prática, ação. É organizar os locais de trabalho, é
unificar datas-base, porque hoje temos categorias com até 15 datas - caso da
construção civil. É pensar na Copa do Mundo, que aumentará o número de
postos de trabalho, sendo que na construção civil este aumento será de 10%,
por exemplo”, enfatizou Artur.
Para o líder cutista, “não podemos permitir que
haja retrocesso em nosso país, portanto, precisamos somar nossos esforços e
não deixar os neoliberais voltarem a governar. Digo isso porque as saídas
que eles apresentam são sempre as mesmas, ou seja, injetar trilhões de
dólares para salvar bancos e empresas enquanto a população está
desempregada”. |