A eugenia e o racismo nos EUA e sua influência na Alemanha Nazista  

O biólogo e professor Rodrigo Cruz nos brinda com interessantes revelações sobre as origens da “Eugenia”, termo que em latim significa “bem nascido”. Sua monografia, cujo resumo publicamos hoje, mostra que a ideia, desenvolvida em 1883 pelo inglês Francis Galton, floresceu nos EUA ao ser entendida por parte da elite americana como uma oportunidade para “proteger os estoques genéticos populacionais dos degenerados e socialmente indesejados”. Segundo Cruz, a eugenia era uma das pseudociências que alimentaram a ideologia racista e teve grande influência no ideário do nazismo. O médico e biólogo alemão Alfred Ploetz estudou eugenia nos EUA e tornou-se um dos principais nomes do movimento na Alemanha. Várias de suas idéias foram colocadas em prática após a chegada de Adolf Hitler ao poder, em 1933. Centros como a Sociedade Kaiser Wilhem, receberam financiamentos diretamente da Fundação Rockfeller, e revistas americanas, como a Eugenics News, relatavam, entusiasmadas, os avanços da eugenia na Alemanha.  

RODRIGO CRUZ 

A publicação do livro A Origem das Espécies do naturalista inglês Charles Darwin, em 1859, trouxe a explicação científica para a diversidade das espécies que habitam o planeta.

A teoria darwinista revelou que indivíduos e/ou espécies menos adaptados ao meio ambiente que os cerca tendem a se extinguir na luta pela sobrevivência. Os mais bem adaptados perpetuariam, assim, as suas vantagens evolutivas.

Apenas pouco tempo após a divulgação do livro, o primo de Darwin, Francis Galton, influenciado pelo conteúdo de A Origem das Espécies, considerou que a seleção entre os homens não precisaria ser exclusivamente um processo natural, podendo assim sofrer interferência do ser humano para o melhoramento da própria espécie.

Em 1869, Galton publicou o livro Hereditary Genius, “em que pretendia demonstrar, por meio de genealogias e estatísticas simples, que as aptidões humanas seriam função da hereditariedade, não da educação”.

Ele defende em seu livro que a espécie humana poderia ser melhorada, da mesma forma que criadores de cães e cavalos realizam seleção de características que lhes são convenientes.

Em 1883, um ano após a morte de Darwin, Galton criou o termo eugenia (que em latim significa “bem nascido”) para definir o “ramo da ciência” responsável pelo controle da descendência entre os seres humanos.

Segundo Galton, seria possível aperfeiçoar a espécie humana em uma nação se o Estado implementasse medidas para controlar a transmissão das características herdadas, estimulando que os indivíduos e as “raças” consideradas eugênicas “aumentem a produtividade dos melhores estoques”, inclusive fazendo uso de incentivos financeiros.

Igualmente importante seria a necessidade da implantação de limitações à liberdade de casamento, para impedir que a parcela da população considerada “inadequada” pudesse continuar transmitindo seus estoques hereditários para as gerações futuras.

É importante ressaltar que Darwin não endossou as ideias de seu primo em favor da hereditariedade da inteligência dos seres humanos, recusando-se a aceitar que sua teoria pudesse ser usada para justificar o controle reprodutivo humano. Em carta a Galton, Darwin escreveu: “os homens pouco diferem entre si quanto ao intelecto, e só se distinguem pelo grau de zelo e constância que exibem em seu trabalho”.

Porém, mesmo com a intensa campanha de Galton, a nova “teoria científica” não obteve muitos avanços práticos em sua terra natal, fato que pode ser constatado por apenas duas universidades terem estabelecido cursos de eugenia em seus currículos à época. Já nos EUA, em contrapartida, cursos de eugenia eram lecionados em 376 faculdades do país, no ano de 1928.

Além disso, a esterilização eugênica involuntária foi amplamente repudiada no Reino Unido, diferentemente do que ocorreu na Alemanha e nos EUA. 

INTERNACIONALIZAÇÃO DA EUGENIA 

Em 1912, a eugenia tomou oficialmente caráter internacional com a realização do Primeiro Congresso Internacional de Eugenia, em Londres.

As ideias eugenistas ganharam adeptos em vários países da Europa, Ásia, América Latina, e, principalmente, nos EUA e na Alemanha, onde a eugenia teve grande influência nas políticas de governo, com destaque para sua variedade negativa.

A eugenia considerada negativa tinha como objetivo diminuir o número dos indivíduos “inadequados”, incluindo aí medidas de esterilização e controle populacional. Estas classes, “que se reproduziam nos cortiços e favelas, os desempregados permanentes, os alcoólicos pobres, os doentes mentais internados em asilos de insanos – e suas supostas inadequações hereditárias” eram o alvo da eugenia negativa. Já a eugenia positiva tinha como objetivos a orientação aos casamentos e o estímulo à procriação dos casais considerados eugenicamente aptos. Entretanto, apesar dessas tentativas de uniformizar sua atuação por todo o planeta, a aplicação da eugenia variou bastante de país para país. Apresentou um caráter mais “duro”, negativo, em países como EUA e Alemanha, enquanto que em outros países como França e Brasil, apresentou um caráter menos agressivo contra os direitos individuais. 

A EUGENIA NOS EUA 

O pioneiro da eugenia norte-americana foi o professor de Zoologia da Universidade de Chicago, Charles Davenport.

Em 1910, Davenport conseguiu financiamento dos empresários do ramo de ferrovias, E. H. Harriman, e do ramo de alimentos, John Kellogg, para fundar o Eugenics Record Office (Escritório de Registros de Eugenia) – ERO - que teria a função de organizar a coleta desses dados familiares.

No mesmo ano, Davenport convidou o professor de agricultura e ciências naturais Harry Laughlin para assumir a superintendência do recém criado escritório em Cold Spring Harbor.

Em 1911, Davenport lançou seu livro Heredity in Relation to Eugenics, onde afirma que os homens nascem “limitados” pelos seus estoques hereditários e são, portanto, desiguais em seus poderes e responsabilidades, buscando estabelecer uma justificativa biológica para a divisão de classes sociais e raciais.

Os trabalhos de Davenport repercutiram bastante no país e o movimento eugenista nos EUA começou a reunir força e simpatizantes no mesmo período em que começam a chegar grandes levas de imigrantes do sul e do leste da Europa, fugindo das mazelas proporcionadas pela 1ª Guerra Mundial.

Após a guerra, os EUA tornaram-se uma grande potência econômica e política. Para os eugenistas, portanto, era necessário proteger seus “estoques genéticos populacionais dos degenerados e socialmente indesejados” que estavam chegando em grandes levas de imigrantes. Era necessário proteger a força política e econômica do país, ou ela iria sucumbir.

Na tentativa de fundamentar científica e estatisticamente as suas afirmações eugênicas, Davenport, trabalhou para coletar o maior número possível de dados referente às raças humanas.

Através do trabalho feito pelo ERO, Laughlin formulou para o Bureau of the Census (órgão responsável pelo censo populacional norte-americano) os dez grupos considerados por ele como “inadequados”. Seriam: (1) deficientes mentais, (2) insanos, (3) criminosos e delinquentes, (4) epiléticos, (5) alcoólatras e usuários de drogas, (6) doentes (tuberculosos, sifilíticos, leprosos e outros com doenças contagiosas crônicas), (7) cegos, (8) surdos, (9) deficientes físicos e (10) os dependentes (incluindo crianças e idosos em asilos, assim como mendigos).

Porém, entre os “socialmente inadequados”, o maior alvo dos eugenistas era a classe dos débeis mentais “termo vago descrevendo pessoas cuja “idade mental” era considerada menor do que a idade real”.

MEDINDO A INTELIGÊNCIA 

Paralelamente ao trabalho de Davenport e Laughlin, também cumpriu função destacada e complementar na disseminação dos ideais eugênicos dos EUA o psicólogo Henry Goddard. Goddard era um partidário radical de que a inteligência é quase que integralmente hereditária, com pouquíssima ou nenhuma influência do meio sobre a formação intelectual do indivíduo. Em um livro de 1920, ele define: “Nossa tese é a que o principal determinante da conduta humana é um processo mental que nós chamamos de inteligência: esse processo é condicionado por um mecanismo nervoso que é inerente: que o grau de eficiência a ser alcançado pelo mecanismo nervoso e o consequente grau de inteligência ou nível mental de cada indivíduo é determinado pelo tipo de cromossomos que provêm da união das células germinativas: Isto é muito pouco afetado por qualquer influência, com exceção de sérios acidentes que possam destruir parte do mecanismo”.

Goddard é conhecido como o homem que levou para os EUA o teste de QI (quociente de inteligência), uma variação de um teste formulado pelo psicólogo francês Alfred Binet.

Binet era contrário ao uso do teste para a produção de qualquer tipo de escala comparativa de inteligência. Goddard, entretanto, desvirtuou as funções dos testes, exatamente como Binet havia alertado, utilizando-o como um medidor de inteligência, com o objetivo de classificar e identificar os indivíduos “débeis mentais inadequados”. Goddard defendia a imposição de limites, a segregação e a redução da procriação, “evitando assim a posterior deterioração da estirpe americana, ameaçada pela imigração e pela reprodução dos débeis mentais”. Também foi um dos primeiros a propor a esterilização forçada para os “débeis mentais”.

Falando a um grupo de universitários da Universidade de Princeton, em 1919, ele claramente busca justificar a desigualdade social como um simples reflexo da inteligência dos indivíduos: “Ora, a verdade é que os operários provavelmente têm uma inteligência de 10 anos, enquanto vocês têm uma de 20. Exigir para eles uma casa como a que vocês possuem é tão absurdo quanto exigir que cada operário receba um diploma de graduação. Como pensar em igualdade social se a capacidade mental apresenta uma variação tão ampla?”.

Baseado em seus testes de QI, Goddard ressaltou a importância de controlar a imigração para impedir a entrada de mais “débeis mentais” no país.

Como conseqüência de suas “pesquisas”, Goddard orgulha-se de que o número de imigrantes “débeis mentais não insanos ou epiléticos” deportados pelo governo tenha aumentado 350% em 1913 e 570% em 1914 em relação à média dos cinco anos anteriores.

Goddard também sustenta que sua pesquisa “proporcionava importantes considerações com vista a decisões futuras, tanto científicas quanto sociais e legislativas”, que seriam conquistadas nos anos seguintes. 

A INFLUÊNCIA SOBRE O JUDICIÁRIO E O LEGISLATIVO 

Os esforços de Davenport, Laughlin e Goddard, entre outros, influenciaram governos, legisladores e juízes sobre a necessidade do controle reprodutivo e foram fundamentais na elaboração das leis de esterilização e do controle de imigração.

Em 1922, Laughlin publicou o livro Eugenical Sterilization in The USA, onde propôs que a totalidade dos estados adotasse um modelo legal “simples e efetivo”, elaborado por ele, para a realização de esterilizações eugênicas.

No prefácio do livro, Harry Olson, secretário de Justiça do estado Illinois escreveu que “a América, em particular, precisa se proteger contra a imigração indiscriminada, dos criminosos degenerados e do suicídio de nossa raça... a esterilização protegerá as gerações futuras”.

Em 1923, em uma demonstração de prestígio dos eugenistas, Laughlin foi enviado pelo secretário do Trabalho do governo dos EUA à Europa, como agente de imigração. Permaneceu no velho continente durante seis meses. Em seu retorno, em testemunho ao Comitê de Imigração e Naturalização, Laughlin clamou por uma nova lei de imigração, que pudesse restringir esse influxo. Após algum debate, foi aprovada em 1924 a Lei de Imigração Johnson-Reed estabelecendo um limite anual de entrada de dois por cento sobre o total de imigrantes de cada país nos EUA, de acordo com o censo de 1890. A escolha particular deste ano, mais de 30 anos antes da aprovação da lei, é creditada aos depoimentos de Laughlin e aos argumentos de Davenport e de Goddard, pois 1890 foi o último ano em que o número de imigrantes que chegaram do norte da Europa foi superior ao número de imigrantes que vieram do sul e do leste do velho continente nos EUA. 

AS ESTERILIZAÇÕES 

Com a intensa campanha eugenista, já em 1930, leis de esterilização haviam sido aprovadas em 23 estados nortes-americanos. Em 1938, mais de 30 mil pessoas já haviam sido esterilizadas involuntariamente em decorrência da aprovação das leis de esterilização estaduais.

Na maioria dos estados onde foram aprovadas, as leis de esterilização focaram somente internos de instituições públicas para “débeis mentais”. Pessoas em instituições privadas, portanto, estavam excluídas. As leis visaram pobres e minorias. Na Califórnia, por exemplo, as taxas de esterilização de negros e de imigrantes estrangeiros foram duas vezes mais altas do que a média de sua representação na população.

Ao todo, oficialmente, mais de 60 mil pessoas foram esterilizadas involuntariamente nos EUA devido aos esforços dos eugenistas norte-americanos. 

A EUGENIA NORTE-AMERICANA E O NAZISMO 

Teorias do século XIX já continham aspectos ideológicos que conduziriam ao desenvolvimento da eugenia na Alemanha nas décadas de 20 e 30 do século passado. Porém, parece ter havido entre os eugenistas norte-americanos e alemães uma conjunção de ideias e propósitos.

O médico e biólogo alemão Alfred Ploetz estudou eugenia nos EUA e tornou-se um dos principais nomes do movimento eugênico na Alemanha. Ploetz antecipou várias ideias que foram colocadas em prática após a chegada de Adolf Hitler ao poder, em 1933.

Davenport manteve um intenso contato com diversos eugenistas alemães desde o início de seus experimentos. Em busca de mais informações, estabeleceu relações com o antropólogo alemão Eugen Fischer, que condenou veementemente a miscigenação das raças e defendia severos controles reprodutivos.

Revistas eugênicas nos EUA, como a Eugenics News, relatavam entusiasticamente os avanços da eugenia na Alemanha, nos anos 20. Instituições eugênicas alemãs receberiam frequentes financiamentos de instituições norte-americanas, como o aporte da Fundação Rockfeller à Sociedade Kaiser Wilhem.

No início dos anos 20, a eugenia alemã se mistura ao anti-semitismo, e, em 1933, se incorpora ao programa do nazismo. Para muitos judeus que fugiam da perseguição nazista, os EUA eram a primeira opção de destino, mas devido à Lei de Imigração Johnson-Reed, muitos não puderam entrar no país e foram mandados de volta à Alemanha.

Em seu livro Mein kampf, Hitler escreveu: “(...) o Estado deve declarar impróprios para reprodução todos aqueles que, de alguma forma, estejam visivelmente doentes ou que tenham herdado uma doença e, portanto, possam transmiti-la e manifestá-la (...). Os que forem fisicamente e mentalmente doentes e indignos não devem perpetuar seu sofrimento no corpo dos filhos”.

Após assumirem o poder, em 1933, os nazistas aprovaram uma ampla lei de esterilização involuntária, baseada no modelo norte-americano. Orgulhoso, Laughlin fez uma tradução da lei para o inglês. Em três anos de vigor, a “lei para a prevenção de progênie com defeitos hereditários” foi responsável pela esterilização de 225 mil pessoas na Alemanha. Cerca de metade dessas pessoas foram classificadas como “débeis mentais”.

Em 1936, Laughlin foi homenageado pela Universidade de Heidberg, da Alemanha, com um doutorado em medicina devido a sua dedicação e “desenvolvimento de modelos legais que racionalizaram a esterilização involuntária de pessoas deficientes e a tonaram uma válida ferramenta do poder do Estado na proteção da saúde pública”. Laughlin recebeu a condecoração no consulado alemão em Nova Iorque e, em agradecimento, escreveu uma carta à Heidberg afirmando que considerou a homenagem não apenas como uma honra pessoal, mas também como uma “evidência do comum entendimento dos cientistas norte-americanos e alemães sobre a natureza da eugenia”. 

O DECLÍNIO DA EUGENIA 

Durante todo o seu processo de ascensão, o movimento eugênico enfrentou uma série de críticas, a começar pelas do próprio Charles Darwin, ainda no século XIX.

Além de enfrentar cada vez mais a oposição no campo científico, as barbaridades das políticas nazistas provocaram uma poderosa reação anti-eugênica, principalmente nos EUA, onde a eugenia era vista como a mais próxima da eugenia alemã. Começaram a se contrapor aos eugenistas diversos setores da sociedade norte-americana como os líderes religiosos, movimentos sociais e acadêmicos. Entre os críticos estavam também muitos eugenistas que nunca se convenceram das ideias mais radicais de Davenport, Goddard e Laughlin.

Paralelamente, após o início da guerra, o governo dos EUA buscou afastar o país definitivamente de qualquer ligação com o nazismo, inclusive no campo científico. Muitos médicos, cientistas e líderes políticos passaram a ver o trabalho do ERO com “ceticismo” e “embaraço”. Em dezembro de 1939, o Carnegie Institution cortou o financiamento, e o escritório fundado por Davenport e dirigido por Laughlin durante três décadas foi obrigado a fechar suas portas.

Em 1939, desempregado, Laughlin voltou ao seu estado natal, onde se aposentou. Com o passar dos anos, acabou ainda sendo afetado por uma forma de epilepsia tardia. Ironicamente, durante a maior parte de sua vida, Laughlin defendera a esterilização dos epiléticos, afirmando que eram “inadequados” e “geneticamente degenerados”. Morreu em janeiro de 1943, praticamente no anonimato.


Primeira Página

 

Página 2

Governo vai garantir banda larga com volta da Telebrás

Entidades condenam manutenção da taxa de juros em 8,75%

Para Dilma, Eletronet é tão importante quanto pré-sal

Indústria eletroeletrônica registra déficit de US$ 17,5 bilhões em 2009

Abinee repudia isenção de imposto de importação para bens de petróleo e gás

Superávit primário cai 45%

Expediente

Página 3

“Brasil fará sua parte no Haiti”, afirmou o presidente no Fórum

Governo brasileiro vai doar mais 200 toneladas de alimentos para o Haiti

Após exaustiva agenda, Lula teve crise de hipertensão

Vox: Dilma tem quase o dobro de Serra em Pernambuco

“Oposição acabou com a CPMF por maldade com o povo”

Cabo Patrício adia votação para eleição do novo presidente da Câmara por suspeitas de suborno

Requião diz que se Meirelles sair do governo retira a candidatura

Sem voto, PSDB e DEM vão de novo ao TSE contra Lula e Dilma por inaugurarem obras

Vetos do governo garantem obras da Petrobrás e evitam prejuízos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Página 4

MST denuncia prisões arbitrárias e falsificação de provas em Iaras

Comportas tinham que ter sido abertas no ano passado, diz prefeito de Atibaia

Kassab congela 86,5% da verba para as obras em área de risco

Gestão tucana derruba lucro da Sabesp em quase R$ 1 bilhão

Sindicato denuncia que Serra está privatizando Sabesp aos pedaços

Zona Leste de SP exige providência contra enchentes

Cartas

Página 5

LG não cumpre acordo coletivo e sindicato inicia paralisações

Setor da construção se reúne e prepara campanha salarial

Centrais debatem no FSM propostas unitárias para garantir mais emprego

Terceirizados da Petrobrás no ES exigem hora extra e reajuste salarial

Tenorinho, destacado líder sindical e defensor do país

Página 6

“Estado do Haiti tem condições de comandar sua reconstrução”

Cristina destaca decisão de seguir na recuperação da produção e emprego

Sem chão para disputar eleições, oposição recorre à baderna e tira a vida de 2 jovens, afirma Chávez

Presidente da República Dominicana dá boas vindas a Manuel Zelaya e condena o golpe

RCTV foi a única dentre 105 canais a negar-se a acatar lei da Venezuela

Chávez nomeia Jaua para vice e o general Figueroa para a Defesa

Página 7

Obama requenta promessas em pronunciamento ao Congresso

Casa Branca quer manter indefinidamente 50 presos sem julgamento em Guantánamo

Prefeitura de Nova Iorque decide fechar 20 escolas públicas na cidade

Banco espanhol BBVA teve queda de 94% nos lucros do 4º trimestre

Sindicatos belgas fazem ‘Marcha pelo Emprego’

Crise que começou nos EUA tirou emprego de 34 milhões no mundo, diz estudo da OIT

Página 8

A eugenia e o racismo nos EUA e sua influência na Alemanha Nazista

Leia

Acordo com ONU veta interferência dos EUA na segurança do Haiti

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EUA invadem o Haiti e dificultam chegada a ajuda humanitária

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Máfia do panetone protela julgamento com assalto à CPI
Papai Noel do STJ suspende ações contra Daniel Dantas

Serra pediu à Globo para aliviar Arruda

Discurso de Obama no Nobel da Paz fala 42 vezes em guerra

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Sedex com dinheiro para Arruda veio de fornecedor de Serra
Quem tem Yeda, não pode falar do Arruda, diz o Dem a tucanos

Arruda esclarece: a propina era para comprar panetone 

Invasão do Brasil pelo dólar virtual passa de 17 bilhões em outubro

Antilulismo de Serra leva sua candidatura a cair mais 8 pontos

Tucanos passaram a amigos fiscalização da obra do rodoanel

Desabamento do rodoanel é a cara do governo Serra

Atribuir apagão a “fator climático” é lero de tucano
EUA deflagra guerra cambial e Fazenda hesita em ir à luta
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Yes, we créu!

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GM já era

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Para Gilmar Mendes, STF tem que se lixar para a voz do povo
Múltis querem mamar petróleo que Petrobrás descobriu no “pré-sal”

“Para quem no começo falava menas laranja é chique demais”

Bank of America e Citibank estão de pires na mão

PF indicia Dantas em cinco artigos do Código Penal

‘V. Exa. não está falando com os seus capangas do Mato Grosso’

Lula reduz o superávit primário e libera mais R$ 38 bi para investir

“País deve se basear na força do mercado interno”, afirma Lula

Empresas nacionais repelem portaria que estimula importação de máquinas usadas

BC usa “previsões” para frear queda da taxa básica de juros

Revolta contra os cupins financeiros conflagra Londres

Centrais querem mais emprego e menos juro para impedir tsunami de invadir nossa praia

Remessas ao exterior mantêm a escalada e vão a US$ 2,6 bilhões

Bancos propõem corte na renda da caderneta de poupança em prol do achaque ao Erário

Múltis drenam do país US$ 3,266 bilhões só em dez dias de março

Vale demite, reduz salários e distribui R$ 5 bi a acionistas

Sob pressão, BC recua juro outro pontinho e meio

Aumento do IDE agrava sangria de recursos do Brasil para fora

Desnacionalização e gestão temerária sufocam a Embraer

Solução para a Embraer é voltar a ser do Estado

Febraban diz que reduz spread se a União pagar conta de inadimplentes

“Decisão do governo é não emprestar a quem desemprega”, diz Lula

Lula: “Eles cultivam o ódio dos de cima contra os de baixo” 

BC assalta 80 bi das reservas para ajudar bancos em Wall Street

Juros e pilantragem de múltis fazem produção industrial encolher 19%

Repatriamento de capital por múltis ameaça as contas externas do Brasil

Juro alto do BC é o fundamento do spread aloprado

Conselheiros do CDES pedem a antecipação da reunião do Copom

Meirelles recua debaixo de vara e reduz os juros em um pontinho

Centrais fecham com Lula ofensiva contra os juros, demissões e redução dos salários

Fiesp abre guerra contra os salários dos trabalhadores

BB paga R$ 4 bilhões para Votorantim ficar com o controle do BV

Juros e alarmismo midiático freiam a produção industrial

 Israel testa Obama com chacina contra palestinos em Gaza

Para Lula, juros têm que cair no começo de 2009

Para nababos da Vale, povo duro é a melhor receita contra a crise

“Toma o beijo da despedida, seu cachorro!”

Meirelles afronta o Brasil e não reduz taxa de juros para jogar país na crise

Alencar mantém BC sob pressão: “esses juros são anomalia”

Lula a Meirelles: “juro está além daquilo que o bom senso indica”

Montadoras almoçam os R$ 8 bi do crédito e mantêm ameaça de demitir trabalhadores

Meirelles diz que não aceita baixar juro para priorizar crescimento

Juro alto dissipa 29% da renda disponível no país, afirma Ipea

Procurador avalia que há provas para Daniel Dantas pegar um ano a mais que Al Capone

“Gasto público que precisa ser cortado é o juro”, diz Ipea

Meirelles quer que Brasil traia o compromisso com G-20 sobre redução do juro

China põe R$ 1 trilhão na infra-estrutura para crescer 9% em 2009

EUA responde à crise votando em massa na mudança

Fusão de Unibanco com Itaú torna mais anti-social sistema financeiro privado

Banqueiros põem o compulsório no bolso e dão uma banana ao crédito

Greve da Polícia Civil cresce e responde a Serra nas ruas de SP

Eleições em S. Paulo opõem integridade de Marta à dissimulação indecorosa de Kassab

Governador trai promessa e dá ordem para PM atacar policiais

Marta sobe porque é Lula. Kassab cai porque é oposição

Retratação de Gabeira reafirma preconceito contra “suburbanos”

Inauguração da P-51 é resposta do Brasil à crise

Eleições dão vitória aos aliados de Lula em todas as regiões

Lula pede a S. Paulo que vote em Marta: “temos as mesmas idéias e projetos”

Veto popular assusta republicanos e trava bailout de US$ 700 bi a especulador falido

Economia na mão de especuladores levou EUA à crise, diz Lula

Para Serra, Kassab é leal. Alckmin, não

Lula mobiliza PF para fechar nossa fronteira a terroristas da Bolívia

Kassab usa Ama para passar verba pública aos grupos privados

Com inflação em queda, BC eleva juro para afundar o Brasil em 2009

Comando do Exército desmente Jobim: “a maleta da Abin não serve para escutas”

Maleta não faz grampo, apenas a varredura, diz técnico da Abin

Quadrilha pró-Dantas acusa Abin de gravar seu truta no Supremo

Trabalhadores se unem e dão apoio unânime à Marta

China desbanca EUA da liderança olímpica

Tucanos vão ao STF para derrubar o piso salarial de professor

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Lula convoca UNE a deflagrar campanha do ‘Pré-sal é Nosso!’

Kassab responsabiliza Alckmin por atrofia do Metrô-SP e vice-versa

BC faz do Brasil último peru com farofa em mesa de especulador, diz Delfim Netto

Alckmin tira o corpo fora e põe na conta de Serra o desastre da Linha 4 do Metrô

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