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Centrais
iniciam negociação para que, em 2011, o mínimo tenha aumento real de 6,7%
As centrais sindicais garantiram a continuação
da negociação sobre o aumento do salário mínimo em 2011 com o Congresso
Nacional.
O relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO),
senador Tião Viana (PT-AC), havia proposto uma índice com aumento real
baseado na variação média do PIB em 2008 e 2009, o que levaria a um aumento
de apenas 2,5%, elevando o mínimo para R$ 547,95. A proposta original era
ainda pior: o reajuste do salário mínimo não teria aumento real, já que a
regra seguida anteriormente era vincular o aumento à variação do PIB de dois
anos antes, 2009, ano em que o PIB foi negativo. Com essa regra, o mínimo
ficaria em R$ 535.
“Como não foi a classe trabalhadora a
responsável pela crise econômica internacional, e pelo fato de o Brasil ter
superado a turbulência em virtude do fortalecimento do mercado interno,
impulsionado especialmente pelo salário mínimo, nada mais justo que governo
e centrais sindicais, protagonistas da valorização do salário mínimo em
vigor, construam o aumento real de 2011”, afirmou o presidente da CUT, Artur
Henrique.
A proposta das centrais é garantir um aumento
dos atuais R$ 510 para R$ 570, propondo que o salário mínimo seja corrigido
com base no crescimento de 2010, para dar continuidade à política de
valorização do mínimo.
“Com a nossa proposta o aumento real será de
6,7% para o piso nacional”, disse Miguel Torres, presidente da Força
Sindical. “Estamos convencidos que há espaço para um reajuste maior, porque
o país deverá ter um crescimento econômico expressivo este ano. Mas a briga
promete ser muito difícil e para passar a nossa proposta será preciso muita
pressão, porque é quase certo que os parlamentares dos partidos
oposicionistas vão tentar derrubá-la. Um salário digno é uma forma de
distribuir renda”, ressaltou.
A proposta das centrais será apresentada por
meio de um destaque ao texto já enviado por Viana, o qual deve ser apreciado
pela Comissão de Orçamento na próxima semana. |