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Mercenários cubanos mal chegam a
Madri e já depreciam quem os acolheu
Mal chegaram à Espanha, os mercenários que prestavam serviço aos EUA para
deses-tabilizar o governo de Cuba e por isso foram detidos, já começaram a
atacar o governo que aceitou recebê-los.
O jornal El Mun-do colocou na manchete no dia 17 passado que: “Os
dissidentes cubanos denunciam que na Espanha não são livres”. Um deles,
Julio César Gálvez, quando lhe perguntaram como se sentia em Madri,
respondeu: “Eu aqui, na Espa-nha, não sou um homem livre porque meu
futuro não depende de mim, mas dos funcionários que me impõem suas
decisões”. Outro deles, Norman-do Hernández, declarou achar que “se o
governo de Zapatero se comprometeu a nos acolher, também terá que nos
proporcionar o que nós merecemos como refugiados. Aqui não temos banheiros
privativos, dizem que vão nos levar a uma cidade de Valencia, sem nos
perguntar se é isso que nós queremos”, acrescentando que para onde queria
ir mesmo era para Miami.
“Acho que a decisão de permitir a vinda desse pessoal para o nosso país,
longe de transmitir a idéia de preocupação com a democracia em Cuba foi
comprar uma sucessão de problemas. Não tem como deixar a seu bel prazer
pessoas que foram para a cadeia não exatamente por problemas de consciência,
e sim por se organizar para derrubar o governo com recursos que vieram dos
Estados Unidos. O governo tem que ter controle sobre eles”, afirmou Rubén
Garcés, do Partido Socialista Operário Espanhol, PSOE, de Valencia,
assinalando que “se eles não gostam, o melhor é mandá-los de volta a seu
país. Lá, o senhor com problemas com o banheiro privativo e a casa no lugar
que ele não prefere, pode queixar-se, e expressar todas essas idéias de
liberdade à custa dos outros”.
Os mercenários, entre as críticas sobre as que consideram “horríveis
condições” da prisão em Cuba, listaram o tamanho da televisão em que
assistiam a novela brasileira “A Favorita”. “Os funcionários respeitavam a
hora da novela e deixavam que os presos entrassem no refeitório, onde ficava
a televisão. Aglomerávamos-nos em frente a uma TV muito pequena”, reclamou o
ex-preso Omar Ruiz, em declarações ao jornal Folha de São Paulo.
Cuba anunciou, no dia 7, um acordo entre o governo de Raúl Castro e o
cardeal Jaime Ortega, arcebispo de Havana, acompanhado pelo ministro do
Exterior da Espanha, Mi-guel Ángel Moratinos, para libertar os 52 presos
remanescentes do des-mantelamento da tentativa golpista de 2002/2003 contra
o governo da Ilha. 11 deles já chegaram na Espanha.
Os presos fazem parte de uma articulação organizada em torno do chamado
Projeto Varela, que, com apoio ativo do governo dos EUA, reuniu várias
organizações contra-revolucionárias (cinco delas com sede nos EUA) para
investir contra o governo cubano. “Houve uma enxurrada de pelo menos 45
milhões de dólares para financiar a conspiração”, informou a Associação José
Marti, do Rio Grande do Sul. |