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A
desmoralização da Fórmula 1
Beneficiado pela Ferrari, Fernando Alonso
terminou o Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1 na primeira colocação,
após Felipe Massa receber a ordem para permitir a sua passagem. A ação é
proibida pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), que aplicou
uma modesta multa de US$ 100 mil na escudeira italiana, compactuando com a
desmoralização da F1.
Massa liderava a corrida por 49 voltas e Alonso
estava na segunda posição. Foi quando o engenheiro de pista do brasileiro,
Rob Smedley, disse pelo rádio: “Fernando está mais rápido que você. Você
confirma que entendeu essa mensagem”. Na sequência, a telemetria exibida
pela transmissão oficial de televisão deixou claro que Massa não acelerou ao
máximo justamente na saída da curva. “Acho que não preciso dizer nada”,
resumiu Massa, no fim da corrida.
É por isso e pela previsibilidade das corridas,
sempre com resultados manjados e robotização, que a principal categoria do
automobilismo não conquista novos fãs em grande número, deixando cada vez
mais de ser esporte. A Fórmula 1 está se tornando cada vez mais uma
competição de empresas. Estão em jogo interesses milionários das indústrias
automobilísticas donas das equipes, que entram em conflito com o piloto, ser
humano que carrega a bandeira dos países e davam um caráter esportivo à
modalidade. Mas com as atitudes dos donos das empresas e a conivência de
Massa e Alonso, esse caráter também perde o sentido. A F1 saiu desmoralizada
do episódio. |