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Alckmin
perde apoios porque governo tucano em SP é um desastre, afirma Mercadante
O
senador Aloizio Mercadante (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo,
afirmou que sua jornada vem sendo fortalecida com o apoio de tradicionais
aliados do PSDB – como setores do PP, do PTB e do Dem – que estão
insatisfeitos com a gestão tucana em setores como educação e a situação
caótica dos presídios no Estado.
“Vamos ampliar o apoio de prefeitos e lideranças da base de sustentação do
PSDB, que sabem que a situação da segurança pública em São Paulo e aqui na
Baixada é inaceitável, que falta pulso e determinação por parte do governo
do Estado para resolver problemas de saúde pública, inclusive a dengue, que
atingiu 23 mil casos”, ressaltou.
Mercadante disse, na terça-feira (8), durante o MegaPolo Cubatão 2010, um
fórum para o desenvolvimento do polo industrial da cidade, que há um
sentimento de mudança no Estado e que a população está cansada do governo
tucano. “O meu adversário governa há 12 anos o Estado de São Paulo, seis
anos como vice, seis anos como governador e, no entanto, foi disputar a
prefeitura de São Paulo e não foi nem para o segundo turno”, observou.
O senador apresentou propostas para estimular o desenvolvimento regional e
solucionar os problemas da Baixada Santista. “Cubatão é muito rica, mas a
população é pobre. Precisamos melhorar a qualidade de vida no município, com
investimentos em infraestrutura, saneamento e habitação, além de investir em
qualificação profissional, já que as indústrias da cidade empregam mais de
31 mil trabalhadores”.
Ele defendeu a realização de investimentos em obras viárias que desafoguem
as vias de acesso ao Porto de Santos, melhorem a logística do Polo
Industrial e o tráfego nos bairros de Cubatão. O senador destacou ainda a
necessidade de tirar do papel projetos essenciais, como o Ferroanel.
O pré-candidato tucano, Geraldo Alckmin, que compareceu ao evento depois de
Mercadante, passou boa parte do seu tempo nas entrevistas tentando dar
explicações pelo fato da sua coligação ter perdido apoios de partidos que
antes se aliavam aos tucanos paulistas, como o PTB. E ainda procurou esnobar
os ex-aliados insinuando que eles não fazem falta, ao alardear que “já temos
quase metade do tempo de televisão” com os atuais apoios.
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