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Bielorrússia paga o que deve à Gazprom e
exige igual medida de Moscou
O governo da
Bielorrússia anunciou na quarta-feira que o seu país pagou na íntegra a dívida
com a Gazprom pelo abastecimento de gás e exigiu da empresa russa que pague ao
país a dívida pelo trânsito do gás que exporta para a Europa.
“Pedimos
emprestado 200 milhões de dólares e hoje fizemos o pagamento a Gazprom de 187
milhões para liquidar a dívida”, afirmou o vice-primeiro-ministro bielorrusso,
Vladimir Semashko, segundo noticiou a agência russa Interfax.
A Bielorrússia
tem “todo o direito de exigir da Gazprom o pagamento dos 260 milhões de dívida
pela passagem antes das 10:00 no horário local de 24 de Junho”, afirmou. “Se
isso não ocorrer, seremos obrigados a fechar o trânsito”, acrescentou.
Na terça-feira, o governo da Bielorrússia anunciou que cortaria o fluxo de gás
russo para a Europa por seu território em resposta à Gazprom.
O presidente
bielorrusso, Aleksandr Lukashenko, informou ao ministro de Relações Exteriores
da Rússia, Sergei Lavrov, que ordenou cortar a passagem das exportações russas
de gás para a Europa até que a Gazprom abone as dívidas que tem com Belarus.
“Ordenei ao
governo que corte o trânsito pela Bielorrússia até que a Gazprom pague o que
deve”, afirmou Lukashenko, ao receber Lavrov em Minsk, capital do país, segundo
a agência oficial bielorrussa “Belta”.
Lukashenko
ressaltou que a Gazprom, reivindicava os pagamentos de quase 200 milhões de
dólares quando o próprio consórcio deve a Minsk 260 milhões pela passagem do gás
à Europa por seu território.
“Até que o
ponto o cinismo e o absurdo podem chegar? (A Gazprom) deve 260 milhões e eu devo
a eles 190 milhões e mesmo assim fecham a torneira”, afirmou Lukashenko, que
ressaltou que o consórcio russo descumpriu o acordo, e não seu país.
Desde a
segunda-feira, a Rússia anuncia o corte do fornecimento de gás ao país vizinho.
Na quarta, o corte chegou a 60%.
A Gazprom
havia ameaçado o governo bielorrusso de cortar em até 85% o suprimento de gás. A
empresa russa informou que recebeu o pagamento da Bielor-rússia entregue em
maio, mas ainda não se pronunciou sobre o pagamento de suas diívidas com o país.
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