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Redução do risco nuclear a zero só com redução de armas
nucleares a zero, proclamou
o secretário-geral da ONU
O
secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou durante o “Encontro dos
Prefeitos Pela Paz”, que reuniu líderes de 3.880 cidades de 143 países, em
paralelo à Conferência de revisão do TNP que “nós reduzimos o risco nuclear
a zero ao reduzir o número de armas nucleares a zero”, acrescentando que a
ONU deveria ser o novo “nível zero” para o desarme.
“Sinto o profundo dever de adiantar, por quaisquer meios que puder, a grande
causa do desarmamento nuclear de forma que ninguém nunca mais tenha que
temer um ataque desta natureza”, concluiu o secretário-geral da ONU.
O representante do Egito defendeu na Conferência que o desarmamento das
potências nucleares comece já no próximo ano.
Foi o Brasil quem deu novo rumo às discussões da Conferência, ao apresentar
o desarmamento nuclear como a questão central para evitar a proliferação e o
terrorismo nuclear. Assim, o Brasil impediu que a discussão ficasse restrita
à questão da nucle-arização do Irã, como queriam os EUA, desviando a atenção
das milhares de ogivas nucleares nas mãos das potências, que colocam em
risco o planeta.
Agora foi a vez dos representantes do México, do Equador e de Cuba
de-fenderem, no dia 5, a intensificação dos esforços pelo fim dos arsenais
nucleares. Para os mexicanos, a ONU deveria fixar um prazo para que isso
ocorra, os equatorianos querem que israelenses assinem o TNP e os cubanos
recomendam limite para fim das armas nucleares.
“O México apoia a criação de um sistema da ONU para acompanhar a
fiscalização pelo fim de arsenais nucleares”, afirmou o representante
mexicano, embaixador Claude Heller. |