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Samuel
Pinheiro destaca importância da energia nuclear para o desenvolvimento
O ministro-chefe
da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República,
Samuel Pinheiro Guimarães, afirmou que os desafios relacionados ao
transporte e energia são dois pontos essenciais do Plano Brasil 2022 –
conjunto de metas e ações estratégicas para guiar o desenvolvimento do país
até o ano do bicentenário da independência.
Em audiência
conjunta das comissões de Desenvolvimento Econômico, de Direitos Humanos e
da Amazônia na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (12), o ministro
ressaltou que a modificação da matriz de transporte terá um efeito
significativo na redução de custos, dos impactos ambientais negativos, além
de ser importante para a integração energética.
“O custo
energético do transporte de uma tonelada por aquavia é quatro vezes menor do
que por ferrovia. E o custo por ferrovia é quatro vezes menor do que por
rodovia. Isso é algo extremamente importante, não só para a produção como
também para as pessoas”.
Samuel Pinheiro
Guimarães destacou que outra questão é o desenvolvimento regional dos
transportes, em particular dos meios de transporte na Amazônia. “Esperamos
reestruturar o sistema de aviação regional, finalizar as ferrovias que estão
sendo construídas (Norte-Sul, Transnordestina e a Leste-Oeste) e a
recuperação da indústria naval”.
Com relação às
metas no setor de energia, lembrou que nossa matriz energética é limpa e que
85% da energia consumida no país é de origem elétrica, o que representa uma
vantagem na redução da emissão de gases de efeito estufa. “Nos outros países
esse percentual é mínimo e a maior parte da energia é gerada a partir do
carvão”, disse.
O ministro
defendeu ainda o desenvolvimento da energia nuclear, enfatizando que o
Brasil tem a sexta maior reserva de urânio do mundo, podendo chegar a ter a
segunda maior reserva.
“Somente 30% do território nacional foi
prospectado até o momento e dominamos a tecnologia de enriquecimento de
urânio. É provável que haja grande mercado para urânio enriquecido no mundo
e o Brasil estaria qualificado para isso”, acrescentou, frisando que a
energia nuclear é a única fonte capaz de produzir grandes quantidades de
energia segura e estável. |