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“Estatuto
da Igualdade Racial traz a continuação do 13 de Maio”, afirma ministro Elói
O ministro da Igualdade Racial, Elói Ferreira de
Araújo, afirmou, durante a comemoração do 13 de Maio, organizado pelo
Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB), que “essa data guarda um
simbolismo extraordinário. Houve um tempo, na década de 70, 80 que o menos
que se dizia do 13 de Maio é que era uma farsa, uma mentirada”.
“O 13 de Maio aconteceu no bojo da maior luta
que se tinha conhecimento no Brasil, que foi a luta abolicionista. Luta que
tomou conta do Brasil e foi vitoriosa em 1888. Houve um acúmulo de força
para ela ser vitoriosa”.
O ministro lembrou que “em 1880 foi votado um
projeto do senador Joaquim Nabuco que colocava fim à escravidão. Nós
perdemos a votação e Joaquim Nabuco perdeu seu mandato no ano seguinte. Mas
ele não desistiu e se tornou o principal congressista na luta da
escravidão”.
Para Elói, “a Lei Áurea possui um artigo
absolutamente suficiente, e na época houve quem dissesse que o Brasil ia
parar. Outros disseram que tinha que ter indenização, outros que o negro não
ia se adaptar à nova sociedade. Em 1888, nós tivemos dificuldade de aprovar
a lei. Houve votos contrários, mas conseguimos”.
“Hoje, uma parte do movimento negro diz que o 13
de Maio foi uma armação. Nós achamos que temos que festejar. E o que temos
que denuncia é o 14 de março, que perdura até hoje”.
“E essa luta continua. O texto do CNAB traz a
continuação da Lei Áurea, o artigo II, que é o Estatuto da Igualdade Racial.
E a sua aprovação não está encontrando facilidade. Há resistências que serão
vencidas com a mobilização dos negros, não negros, jovens homens e
mulheres”. |