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A elite do poder
financeiro (1)
O texto que
publicamos hoje é uma condensação do ensaio “The Financial Power Elite”,
publicado no último número da revista “Monthly Review”, fundada por Paul Sweezy
e Leo Huberman. Seu principal interesse é a exposição da concentração financeira
nos EUA durante a crise atual, embora os autores também exponham a história
dessa concentração desde o final do século XIX
JOHN BELLAMY FOSTER E HANNAH HOLLEMAN
Você está me
dizendo que o êxito do programa [econômico] e a minha reeleição dependem do FED
e de um maldito punhado de negociantes de títulos?
Presidente Bill
Clinton (1)
Só duas vezes no
século passado – depois do Pânico Bancário de 1907 e depois da Quebra da Bolsa
em 1929 – a revolta contra as elites financeiras dos EUA atingiu os níveis de
hoje. Uma pesquisa da Time no final de outubro de 2009 revelou que 71% do
público era a favor de impor limites às gratificações dos executivos de Wall
Street; 67% queriam que o governo forçasse cortes no pagamento dos executivos
nas empresas de Wall Street que receberam dinheiro do bailout federal; e 58%
achavam que Wall Street exercia demasiada influência sobre a política de
recuperação econômica do governo
(2).
Em janeiro de 2009, o presidente Obama
capitalizou a raiva crescente contra os interesses financeiros, chamando de
“vergonhosos” os exorbitantes bônus bancários, subsidiados com dinheiro dos
contribuintes através do bailout, e ameaçou com novas regulamentações. O
jornalista Matt Taibbi abriu seu artigo de julho de 2009 na Rolling Stone
com: “A primeira coisa que você precisa saber sobre o Goldman Sachs é que ele
está em todo lugar. O banco de investimento mais poderoso do mundo é um grande
polvo-vampiro com seus tentáculos em torno da face da humanidade, drenando
sangue implacavelmente para qualquer coisa que tenha cheiro de dinheiro”. Simon
Johnson, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, publicou um
artigo no Atlantic, em maio de 2009, intitulado: “O Golpe Silencioso”,
criticando a tomada pela “oligarquia financeira americana” de posições
estratégicas dentro do governo federal, dando “ao setor financeiro poder de veto
às políticas públicas” (3).
A Comissão de Inquérito da Crise Financeira,
estabelecida por Washington em 2009, foi encarregada de examinar “as causas,
internas e globais, da atual crise financeira e econômica nos Estados Unidos”.
Seu presidente, Phil Angelides, comparou sua tarefa à das audiências Pecora na
década de 30, que expuseram os excessos especulativos e os delitos de Wall
Street. As primeiras audiências, em janeiro de 2010, começaram com os CEOs [chief
executive officer: administrador-chefe] de alguns dos maiores bancos de Estados
Unidos: Bank of América, JP Morgan Chase, Goldman Sachs e Morgan Stanley
(4).
Entretanto, o governo federal continuou o seu
programa de salvar os bancos, alimentando-os por funil com trilhões de dólares,
através de fusões de capital, garantias de empréstimos, subsídios, compras de
ativos tóxicos, etc. Esta é uma época de falências bancárias recordes, mas
também de rápida concentração financeira, em que, no cume do sistema financeiro,
as empresas já “grandes demais para falir” estão se tornando ainda maiores.
TRUSTE DO
DINHEIRO
A raiva contra a existência de um “truste do
dinheiro” que governava a economia dos Estados Unidos, atingiu vastas proporções
no fim do século XIX e início do século XX. Foi a época em que banqueiros de
investimento fizeram o parto de monstros industriais, lançando a nova era do
capitalismo monopolista. Em troca, os bancos de investimento obtiveram o que o
economista marxista austríaco Rudolf Hiferding, no seu grande trabalho,
Capital Financeiro (1910), chamou “os lucros de promotor”
(5). Na fusão prototípica do período, a criação em 1901 da U.S. Steel
Corporation, o cartel de corretores que o J.P.Morgan & Co. reuniu para lançar as
ações no mercado, recebeu uma participação em ações de US$ 1,3 milhão e mais US$
60 milhões em comissões, das quais o J.P.Morgan & Co. recebeu US$ 12 milhões
(6).
O Pânico Bancário de 1907, durante o qual o
próprio J.P. Morgan interveio, na ausência de um banco central para estabilizar
o setor financeiro, levou à criação em 1913 do Federal Reserve System, com o
objetivo de dar liquidez aos bancos durante uma crise. Mas isso levou também a
acusações, primeiro feitas em 1911 pelo deputado Charles A. Lindbergh (o pai do
famoso aviador), de que havia um “truste do dinheiro” dominando as finanças e a
indústria dos EUA. Woodrow Wilson, então governador de Nova Jersey, declarou: “o
grande monopólio neste país é o monopólio do dinheiro”.
Em 1912, uma investigação com o objetivo de
descobrir a verdade por trás da questão do trust do dinheiro foi lançada pela
Comitê da Câmara sobre Bancos e Moeda, presidido por Arsene Pujo, da Louisiana.
O Comitê Pujo descobriu que 22% do total dos recursos bancários do país estavam
concentrados em bancos e trustes com sede na cidade de Nova Iorque. Ele publicou
informações, expondo as linhas de propriedade financeira e controle, enfocando
particularmente o extenso império financeiro-industrial de J.P.Morgan,
ressaltando as cadeias entrelaçadas de diretoria, através das quais esse
controle era exercido. Ele apontou o que via como um “grupo secreto” associado
ao trio formado por Morgan, no J.P.Morgan & Co., George F. Baker, no First
National Bank, e James Stillman, no National City Bank [NOTA DO TRADUTOR:
Stillman dirigia o banco fundado por William Rockefeller, irmão de John D.
Rockefeller], bem como vários outros bancos e empresas que eles controlavam.
Conjuntamente, o grupo secreto mantinha 300 diretorias em mais de cem
corporações. O Comitê Pujo denunciou que o objetivo da extensa rede de
propriedade e direção não era tanto investimento, mas o controle das finanças e
da indústria dos EUA. Ele concluiu que havia uma “estabelecida e bem definida
identidade e comunidade de interesses entre uns poucos líderes das finanças,
criada e mantida através da propriedade de ações, das diretorias entrelaçadas,
das sociedades e transações em contas conjuntas, e outras formas de domínio
sobre bancos, trustes, ferrovias, corporações industriais e de serviço público,
que resultaram numa concentração grande e rapidamente crescente do controle do
dinheiro e do crédito nas mãos desses poucos homens”.
Embora, ao final, o Comitê Pujo tivesse pouco
efeito no Congresso, aumentou a preocupação com o trust do dinheiro e o papel
dos banqueiros de investimento. A mais contundente acusação baseada nessas
revelações foi feita por Louis Brandeis em O dinheiro dos outros (1913),
onde escreveu: “O elemento dominante em nossa oligarquia financeira é o
banqueiro de investimento. Bancos associados, trustes e companhias de seguro de
vida são suas ferramentas… O desenvolvimento de nossa oligarquia financeira
seguiu… linhas com as quais a história do despotismo político nos familiarizou:
usurpação, por meio de intrusão gradual mais do que por atos violentos, sutil
concentração de funções distintas, muitas vezes escondida longamente… Foi por
processos como esses que César Augusto tornou-se dono de Roma”
(7) [N.T.: Brandeis foi, depois, nomeado pelo presidente Wilson para a
Corte Suprema].
O crash da Bolsa em 1929 e a Grande Depressão
levaram novamente a investigações sobre o trust do dinheiro. Em seu discurso de
posse, Franklin Roosevelt declarou que “os mercadores do dinheiro fugiram de
seus altos assentos no templo de nossa civilização. Devemos agora restaurar
neste templo a antiga verdade”. Em 1932, o Comitê do Senado sobre Bancos e Moeda
iniciou uma investigação de dois anos sobre o mercado de títulos e sobre o
sistema financeiro em geral, conhecida como audiências Pecora, devido ao nome do
último chefe da assessoria do comitê, o dinâmico Ferdinand Pecora. Como fez a
Comissão Pujo, a investigação Pecora apontou as atividades especulativas dos
bancos de investimento filiados aos principais bancos. Também destacou as
diretorias interligadas que formavam uma complexa rede cujo centro era um
punhado de interesses financeiros, dos quais J.P.Morgan & Co. e Drexel & Co. são
especialmente significativos. A investigação Pecora concluiu que o país estava
sendo posto “sob controle dos financistas”. Essas audiências levaram diretamente
à fundação da Securities and Exchange Commission [N.T.: o equivalente
norte-americano da CVM, para fiscalização das bolsas de valores] e, um ano
depois, à aprovação pelo Congresso do Glass-Steagal Act, que estabeleceu, entre
outras coisas, a separação entre bancos comerciais e de investimento. O
sentimento popular da época foi, talvez, melhor sintetizado pelo deputado
Charles Truaux, de Ohio, que declarou, em relação ao Securities and Exchange Act,
de 1934: “Sou favorável a esta lei, porque ela fará alguma coisa com o mais
sanguinário bando de escroques e vampiros que já sugou o sangue da humanidade”
(8).
BANCOS
TEDIOSOS
O período após a Grande Depressão até
a década de 70, foi chamado por Paul Krugman de “a era dos bancos tediosos”. Nos
anos 60, o poder relativo do setor financeiro no capitalismo dos EUA declinou.
Os bancos de investimento, que tinham sido tão importantes no seu apogeu nas
décadas iniciais do século XX, decaíram em poder e influência.
Frequentemente, o crédito pela “era dos
bancos tediosos” é dado à regulação das finanças associada ao Glass-Steagall Act
e ao Securities and Exchange Act. Entretanto, na realidade, a relativa
estabilidade financeira desses anos, e o afastamento do controle financeiro
exercido pelos bancos, tem muito mais a ver com o crescimento maciço das
gigantescas corporações industriais, no que foi chamado de “a era dourada” da
expansão do capitalismo pós-Segunda Guerra Mundial. Essas corporações
gigantescas produziram enormes superávits econômicos e puderam bancar sua
expansão na maior parte com base em suas próprias finanças internas. John
Kenneth Galbraith afirmou em American Capitalism (1952): “Enquanto
os bancos, como símbolo do poder econômico, passavam para as sombras, seu lugar
era tomado pela corporação industrial gigante”
(9). Entretanto, seria mais preciso dizer que o que emergiu depois da
década de 20 foi a “coalescência”, sob o capitalismo monopolista, do capital
bancário e industrial, como sugerido tanto por Lenin quanto por Veblen
(10)
ANOS 70 E 80
Apesar de crises financeiras periódicas,
começando com a falência da Pennsylvania Central Railroad, em 1970, o Estado
interveio em cada crise como o emprestador de última instância, procurando
sustentar o sistema financeiro. O resultado, em décadas, foi o crescimento
maciço de um sistema financeiro no qual jamais houve cobrança forçada das
dívidas, levando a crises financeiras maiores e a intervenções estatais mais
agressivas. Uma indicação do fracasso em erradicar forçosamente as dívidas,
apesar das repetidas crises de crédito, e do resultante crescimento da pirâmide
financeira, é o aumento sem precedentes históricos da participação dos lucros
financeiros (isto é, os lucros de corporações financeiras), que subiu de 17% do
total de lucros corporativos internos em 1960 para um pico de 44% em 2002.
Apesar de que a parcela de lucros financeiros caiu para 27% até 2007 (em parte
devido a ganhos nos lucros industriais nesse período), permaneceu estável à
medida em que a crise se aprofundava, e recuperou-se nos primeiros três
trimestres de 2009 para 31%, bem acima de seu nível de antes da crise – graças à
ajuda federal (e devido ao fato de que os lucros industriais continuaram
atolados na recessão). Ver gráfico nesta página.

Formas cada vez mais exóticas de inovação
financeira (toda espécie de futuros, opções, derivativos, swaps) apareceram,
junto com o crescimento de todo um sistema bancário oculto, fora dos balanços
dos bancos. A revogação do Glass-Steagall Act, em 1999, apesar de não ter sido
em si mesma um grande evento histórico, simbolizou a dimensão total da
desregulamentação que tinha então sido feita generalizadamente. O sistema
tornou-se cada vez mais complexo, opaco e ingovernável.
De acordo com o estudo “Grupos de Interesse
na Economia Americana”, levado a cabo por Paul Sweezy para a agência do New Deal,
o National Resource Committee (publicado no seu relatório de 1939, “A estrutura
da Economia Americana”), os cinquenta maiores bancos nos EUA, em 31 de dezembro
de 1936, detinham 47,9% da média de depósitos de todos os bancos comerciais em
1936. Isso permaneceu inalterado (pelo menos na superfície) até 1990, quando as
cinquenta maiores holdings bancárias dos EUA detinham 48% de todos os depósitos
nacionais (11).
CONCENTRAÇÃO
Entretanto, o final da década de 80 e o
início da década de 90 foram geralmente considerados como um período de crise
para os bancos dos EUA.
Isso também levou ao aumento de falências e
fusões bancárias de 1990 a 2007, o que alimentou a concentração e a
centralização, à medida em que os bancos buscaram economias de escala e a
condição de “grandes demais para falir” dentro da economia (supostamente, a
garantia de ajuda do governo federal numa crise). No total, os EUA viram cerca
de 11.500 fusões de bancos de 1980 a 2005, uma média 440 fusões ao ano. Além
disso, o tamanho das empresas fundidas elevou-se a passos de gigante. Em janeiro
de 2004, o J.P.Morgan Chase decidiu comprar o Bank One, formando uma holding
bancária com US$ 1,4 trilhão em ativos (atrás, na época, apenas do Citigroup,
com ativos de US$ 1,6 trilhão)
(12).
A concentração financeira se acelerou ainda
mais em decorrência da Grande Crise Financeira que começou em 2007. Números
recordes de falências bancárias, e as maiores empresas, as principais
beneficiárias da ajuda governamental, procuraram segurança no aumento de
tamanho, esperando manter seu status de “grandes demais para falir”.
Dos quinze maiores bancos comerciais dos EUA
em 1991 (Citicorp, BankAmerica, Chase Manhattan, J.P. Morgan, Security Pacific,
Chemical Banking Corp, NCNB, Manufacturers Hanover, Bankers Trust, Wells Fargo,
First Interstate, First Chicago, Fleet/Norstar, PNC Financial, and First Union –
com ativos totais de US$ 1,153 trilhão), somente cinco (Citigroup, Bank of
America, JPMorgan Chase, Wells Fargo, and PNC Financial - com ativos totais de
U$ 8,913 trilhões) sobreviveram como entidades independentes até o final de
2008.
Os bancos de investimento de Wall Street
sofreram as maiores transformações. Em 1988, as empresas líderes na oferta de
dívida corporativa, títulos baseados em hipotecas, direitos de propriedade e
obrigações municipais, eram Goldman Sachs, Merrill Lynch, Salomon Brothers,
First Boston, Morgan Stanley, Shearson Lehman Brothers, Drexel Burnham Lambert,
Prudential-Bache, and Bear Stearns. No final de 2008, apenas duas dessas nove
permaneceram independentes: o Goldman Sachs e o Morgan Stanley, ambos
transformados em holdings bancárias, de forma a abrigá-las sob o guarda-chuva da
ajuda do governo federal.
Na verdade, o nível global da concentração
financeira é muito maior do que aquele que pode ser visto, olhando-se apenas os
grandes bancos, já que o que surgiu nos últimos anos são conglomerados
financeiros, centralizados em bancos e seguradoras, e engajados num amplo
espectro de transações financeiras que dominam a economia dos EUA, inclusive
compromissos que estão fora do balanço. Os dez maiores conglomerados financeiros
dos EUA em 2008 detinham mais de 60% dos ativos financeiros do país, em
comparação com apenas 10% em 1990. O J.P.Morgan Chase agora detém US$ 1 de cada
US$ 10 de depósitos bancários no país. O mesmo com o Bank of América e o Wells
Fargo. Esses três bancos, mais o Citigroup, agora emitem quase uma de cada duas
hipotecas, e respondem por dois de cada três cartões de crédito. Como diz Mark
Zandi, economista-chefe da Moody’s Economy: “O oligopólio se fortaleceu”
(13).
Notas:
1
Clinton citado em Bob Woodward, The Agenda (New York: Simon and Schuster,
1994), 73.
2
Henry Kaufman, The Road to Financial Reformation (Hoboken, NJ: Wiley,
2009), 153; “What’s Still Wrong with Wall Street?” Time Magazine, October
29, 2009, 26.
3
Obama Calls Wall Street Bonuses “Shameful,” New York Times, January 29,
2009; Matt Taibbi, “The Great American Bubble Machine,” Rolling Stone,
July 13, 2009, http://rollingstone.com; Simon Johnson, “The Quiet Coup,” May
2009, http://theatlantic.com.
4
Paul Angelides, “Opening Remarks,” Financial Crisis Inquiry Commission,
Washington, D.C., September 17, 2009.
5
Rudolf Hilferding, Finance Capital (London: Routledge and Kegan Paul,
1981), 128-29.
6
Jerry W. Markham, A Financial History of the United States (Armonk, New
York: M.E. Sharpe, 2002), vol. 2, 12-13; Paul M. Sweezy, “Investment Banking
Revisited,” Monthly Review 33, no. 10 (March 1982), 6.
7
U.S. House of Representatives, 62nd Congress, Report of the Committee Appointed
Pursuant to House Resolutions 429 and 504 to Investigate the Concentration of
Control of Money and Credit, February 28, 1913 (Pujo Committee), 55, 129;
Markham, A Financial History, vol. 2, 47-54; Louis Brandeis, Other
People’s Money (New York: Frederick A. Stokes Co, 1914), 1-4.
8 Markham, A Financial History, vol. 2, 173-86. The most detailed
study of the various financial interest groups in the U.S. economy conducted
during the New Deal period was “Interest Groups in the American Economy” by Paul
M. Sweezy, published as Appendix 13 of Part 1 of the National Resources
Committee’s report, The Structure of the American Economy (Washington,
1939). Later reprinted in Paul M. Sweezy, The Present as History (New
York: Monthly Review Press, 1953), 158-88.
9
John Kenneth Galbraith, American Capitalism (Boston: Houghton Mifflin,
1953), 108.
10
V.I. Lenin, Imperialism (New York: International Publishers, 1939), 47;
Veblen, Absentee Ownership, 227; Paul M. Sweezy and Harry Magdoff, The
Dynamics of U.S. Capitalism (New York: Monthly Review Press, 1972), 143.
11
Sweezy, The Present as History, 167; Kenneth J. Stiroh and Jennifer P.
Poole, “Explaining the Rising Concentration of Banking Assets in the 1990s,”
Federal Reserve Board of New York, Current Issues in Economics and Finance
6, no. 9 (August 2000), 2.
12
Loretta J. Mester, “Some Thoughts on the Evolution of the Banking System and the
Process of Financial Intermediation,” Federal Reserve Bank of Atlanta, First and
Second Quarters 2007, 67-68.
13
Henry Kaufman, The Road to Financial Reformation (Hoboken, New Jersey:
John Wiley and Sons, 2009), 97-106, 234; Floyd Norris, “To Rein in Pay, Rein in
Wall Street,” New York Times, October 30, 2009; David Cho, “Banks ‘Too
Big to Fail’ Have Grown Bigger,” Washington Post, August 28, 2009.
Continua na próxima edição
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