A elite do poder financeiro (1) 

O texto que publicamos hoje é uma condensação do ensaio “The Financial Power Elite”, publicado no último número da revista “Monthly Review”, fundada por Paul Sweezy e Leo Huberman. Seu principal interesse é a exposição da concentração financeira nos EUA durante a crise atual, embora os autores também exponham a história dessa concentração desde o final do século XIX 

JOHN BELLAMY FOSTER E HANNAH HOLLEMAN 

Você está me dizendo que o êxito do programa [econômico] e a minha reeleição dependem do FED e de um maldito punhado de negociantes de títulos?

Presidente Bill Clinton (1) 

Só duas vezes no século passado – depois do Pânico Bancário de 1907 e depois da Quebra da Bolsa em 1929  – a revolta contra as elites financeiras dos EUA atingiu os níveis de hoje. Uma pesquisa da Time no final de outubro de 2009 revelou que 71% do público era a favor de impor limites às gratificações dos executivos de Wall Street; 67% queriam que o governo forçasse cortes no pagamento dos executivos nas empresas de Wall Street que receberam dinheiro do bailout federal; e 58% achavam que Wall Street exercia demasiada influência sobre a política de recuperação econômica do governo (2).

Em janeiro de 2009, o presidente Obama capitalizou a raiva crescente contra os interesses financeiros, chamando de “vergonhosos” os exorbitantes bônus bancários, subsidiados com dinheiro dos contribuintes através do bailout, e ameaçou com novas regulamentações. O jornalista Matt Taibbi abriu seu artigo de julho de 2009 na Rolling Stone com: “A primeira coisa que você precisa saber sobre o Goldman Sachs é que ele está em todo lugar. O banco de investimento mais poderoso do mundo é um grande polvo-vampiro com seus tentáculos em torno da face da humanidade, drenando sangue implacavelmente para qualquer coisa que tenha cheiro de dinheiro”. Simon Johnson, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, publicou um artigo no Atlantic, em maio de 2009, intitulado: “O Golpe Silencioso”, criticando a tomada pela “oligarquia financeira americana” de posições estratégicas dentro do governo federal, dando “ao setor financeiro poder de veto às políticas públicas” (3).

A Comissão de Inquérito da Crise Financeira, estabelecida por Washington em 2009, foi encarregada de examinar “as causas, internas e globais, da atual crise financeira e econômica nos Estados Unidos”. Seu presidente, Phil Angelides, comparou sua tarefa à das audiências Pecora na década de 30, que expuseram os excessos especulativos e os delitos de Wall Street. As primeiras audiências, em janeiro de 2010, começaram com os CEOs [chief executive officer: administrador-chefe] de alguns dos maiores bancos de Estados Unidos: Bank of América, JP Morgan Chase, Goldman Sachs e Morgan Stanley (4).

Entretanto, o governo federal continuou o seu programa de salvar os bancos, alimentando-os por funil com trilhões de dólares, através de fusões de capital, garantias de empréstimos, subsídios, compras de ativos tóxicos, etc. Esta é uma época de falências bancárias recordes, mas também de rápida concentração financeira, em que, no cume do sistema financeiro, as empresas já “grandes demais para falir” estão se tornando ainda maiores. 

TRUSTE DO DINHEIRO 

A raiva contra a existência de um “truste do dinheiro” que governava a economia dos Estados Unidos, atingiu vastas proporções no fim do século XIX e início do século XX. Foi a época em que banqueiros de investimento fizeram o parto de monstros industriais, lançando a nova era do capitalismo monopolista. Em troca, os bancos de investimento obtiveram o que o economista marxista austríaco Rudolf Hiferding, no seu grande trabalho, Capital Financeiro (1910), chamou “os lucros de promotor” (5). Na fusão prototípica do período, a criação em 1901 da U.S. Steel Corporation, o cartel de corretores que o J.P.Morgan & Co. reuniu para lançar as ações no mercado, recebeu uma participação em ações de US$ 1,3 milhão e mais US$ 60 milhões em comissões, das quais o J.P.Morgan & Co. recebeu US$ 12 milhões (6).

O Pânico Bancário de 1907, durante o qual o próprio J.P. Morgan interveio, na ausência de um banco central para estabilizar o setor financeiro, levou à criação em 1913 do Federal Reserve System, com o objetivo de dar liquidez aos bancos durante uma crise. Mas isso levou também a acusações, primeiro feitas em 1911 pelo deputado Charles A. Lindbergh (o pai do famoso aviador), de que havia um “truste do dinheiro” dominando as finanças e a indústria dos EUA. Woodrow Wilson, então governador de Nova Jersey, declarou: “o grande monopólio neste país é o monopólio do dinheiro”.

Em 1912, uma investigação com o objetivo de descobrir a verdade por trás da questão do trust do dinheiro foi lançada pela Comitê da Câmara sobre Bancos e Moeda, presidido por Arsene Pujo, da Louisiana. O Comitê Pujo descobriu que 22% do total dos recursos bancários do país estavam concentrados em bancos e trustes com sede na cidade de Nova Iorque. Ele publicou informações, expondo as linhas de propriedade financeira e controle, enfocando particularmente o extenso império financeiro-industrial de J.P.Morgan, ressaltando as cadeias entrelaçadas de diretoria, através das quais esse controle era exercido. Ele apontou o que via como um “grupo secreto” associado ao trio formado por Morgan, no J.P.Morgan & Co., George F. Baker, no First National Bank, e James Stillman, no National City Bank [NOTA DO TRADUTOR: Stillman dirigia o banco fundado por William Rockefeller, irmão de John D. Rockefeller], bem como vários outros bancos e empresas que eles controlavam. Conjuntamente, o grupo secreto mantinha 300 diretorias em mais de cem corporações. O Comitê Pujo denunciou que o objetivo da extensa rede de propriedade e direção não era tanto investimento, mas o controle das finanças e da indústria dos EUA. Ele concluiu que havia uma “estabelecida e bem definida identidade e comunidade de interesses entre uns poucos líderes das finanças, criada e mantida através da propriedade de ações, das diretorias entrelaçadas, das sociedades e transações em contas conjuntas, e outras formas de domínio sobre bancos, trustes, ferrovias, corporações industriais e de serviço público, que resultaram numa concentração grande e rapidamente crescente do controle do dinheiro e do crédito nas mãos desses poucos homens”.

Embora, ao final, o Comitê Pujo tivesse pouco efeito no Congresso, aumentou a preocupação com o trust do dinheiro e o papel dos banqueiros de investimento. A mais contundente acusação baseada nessas revelações foi feita por Louis Brandeis em O dinheiro dos outros (1913), onde escreveu: “O elemento dominante em nossa oligarquia financeira é o banqueiro de investimento. Bancos associados, trustes e companhias de seguro de vida são suas ferramentas… O desenvolvimento de nossa oligarquia financeira seguiu… linhas com as quais a história do despotismo político nos familiarizou: usurpação, por meio de intrusão gradual mais do que por atos violentos, sutil concentração de funções distintas, muitas vezes escondida longamente… Foi por processos como esses que César Augusto tornou-se dono de Roma” (7) [N.T.: Brandeis foi, depois, nomeado pelo presidente Wilson para a Corte Suprema].

O crash da Bolsa em 1929 e a Grande Depressão levaram novamente a investigações sobre o trust do dinheiro. Em seu discurso de posse, Franklin Roosevelt declarou que “os mercadores do dinheiro fugiram de seus altos assentos no templo de nossa civilização. Devemos agora restaurar neste templo a antiga verdade”. Em 1932, o Comitê do Senado sobre Bancos e Moeda iniciou uma investigação de dois anos sobre o mercado de títulos e sobre o sistema financeiro em geral, conhecida como audiências Pecora, devido ao nome do último chefe da assessoria do comitê, o dinâmico Ferdinand Pecora. Como fez a Comissão Pujo, a investigação Pecora apontou as atividades especulativas dos bancos de investimento filiados aos principais bancos. Também destacou as diretorias interligadas que formavam uma complexa rede cujo centro era um punhado de interesses financeiros, dos quais J.P.Morgan & Co. e Drexel & Co. são especialmente significativos. A investigação Pecora concluiu que o país estava sendo posto “sob controle dos financistas”. Essas audiências levaram diretamente à fundação da Securities and Exchange Commission [N.T.: o equivalente norte-americano da CVM, para fiscalização das bolsas de valores] e, um ano depois, à aprovação pelo Congresso do Glass-Steagal Act, que estabeleceu, entre outras coisas, a separação entre bancos comerciais e de investimento. O sentimento popular da época foi, talvez, melhor sintetizado pelo deputado Charles Truaux, de Ohio, que declarou, em relação ao Securities and Exchange Act, de 1934: “Sou favorável a esta lei, porque ela fará alguma coisa com o mais sanguinário bando de escroques e vampiros que já sugou o sangue da humanidade” (8)

BANCOS TEDIOSOS 

O período após a Grande Depressão até a década de 70, foi chamado por Paul Krugman de “a era dos bancos tediosos”. Nos anos 60, o poder relativo do setor financeiro no capitalismo dos EUA declinou. Os bancos de investimento, que tinham sido tão importantes no seu apogeu nas décadas iniciais do século XX, decaíram em poder e influência.

Frequentemente, o crédito pela “era dos bancos tediosos” é dado à regulação das finanças associada ao Glass-Steagall Act e ao Securities and Exchange Act. Entretanto, na realidade, a relativa estabilidade financeira desses anos, e o afastamento do controle financeiro exercido pelos bancos, tem muito mais a ver com o crescimento maciço das gigantescas corporações industriais, no que foi chamado de “a era dourada” da expansão do capitalismo pós-Segunda Guerra Mundial. Essas corporações gigantescas produziram enormes superávits econômicos e puderam bancar sua expansão na maior parte com base em suas próprias finanças internas. John Kenneth Galbraith afirmou em American Capitalism (1952): “Enquanto os bancos, como símbolo do poder econômico, passavam para as sombras, seu lugar era tomado pela corporação industrial gigante” (9). Entretanto, seria mais preciso dizer que o que emergiu depois da década de 20 foi a “coalescência”, sob o capitalismo monopolista, do capital bancário e industrial, como sugerido tanto por Lenin quanto por Veblen (10)

ANOS 70 E 80 

Apesar de crises financeiras periódicas, começando com a falência da Pennsylvania Central Railroad, em 1970, o Estado interveio em cada crise como o emprestador de última instância, procurando sustentar o sistema financeiro. O resultado, em décadas, foi o crescimento maciço de um sistema financeiro no qual jamais houve cobrança forçada das dívidas, levando a crises financeiras maiores e a intervenções estatais mais agressivas. Uma indicação do fracasso em erradicar forçosamente as dívidas, apesar das repetidas crises de crédito, e do resultante crescimento da pirâmide financeira, é o aumento sem precedentes históricos da participação dos lucros financeiros (isto é, os lucros de corporações financeiras), que subiu de 17% do total de lucros corporativos internos em 1960 para um pico de 44% em 2002. Apesar de que a parcela de lucros financeiros caiu para 27% até 2007 (em parte devido a ganhos nos lucros industriais nesse período), permaneceu estável à medida em que a crise se aprofundava, e recuperou-se nos primeiros três trimestres de 2009 para 31%, bem acima de seu nível de antes da crise – graças à ajuda federal (e devido ao fato de que os lucros industriais continuaram atolados na recessão). Ver gráfico nesta página.

Formas cada vez mais exóticas de inovação financeira (toda espécie de futuros, opções, derivativos, swaps) apareceram, junto com o crescimento de todo um sistema bancário oculto, fora dos balanços dos bancos. A revogação do Glass-Steagall Act, em 1999, apesar de não ter sido em si mesma um grande evento histórico, simbolizou a dimensão total da desregulamentação que tinha então sido feita generalizadamente. O sistema tornou-se cada vez mais complexo, opaco e ingovernável.

De acordo com o estudo “Grupos de Interesse na Economia Americana”, levado a cabo por Paul Sweezy para a agência do New Deal, o National Resource Committee (publicado no seu relatório de 1939, “A estrutura da Economia Americana”), os cinquenta maiores bancos nos EUA, em 31 de dezembro de 1936, detinham 47,9% da média de depósitos de todos os bancos comerciais em 1936. Isso permaneceu inalterado (pelo menos na superfície) até 1990, quando as cinquenta maiores holdings bancárias dos EUA detinham 48% de todos os depósitos nacionais (11)

CONCENTRAÇÃO 

Entretanto, o final da década de 80 e o início da década de 90 foram geralmente considerados como um período de crise para os bancos dos EUA.

Isso também levou ao aumento de falências e fusões bancárias de 1990 a 2007, o que alimentou a concentração e a centralização, à medida em que os bancos buscaram economias de escala e a condição de “grandes demais para falir” dentro da economia (supostamente, a garantia de ajuda do governo federal numa crise). No total, os EUA viram cerca de 11.500 fusões de bancos de 1980 a 2005, uma média 440 fusões ao ano. Além disso, o tamanho das empresas fundidas elevou-se a passos de gigante. Em janeiro de 2004, o J.P.Morgan Chase decidiu comprar o Bank One, formando uma holding bancária com US$ 1,4 trilhão em ativos (atrás, na época, apenas do Citigroup, com ativos de US$ 1,6 trilhão) (12).

A concentração financeira se acelerou ainda mais em decorrência da Grande Crise Financeira que começou em 2007. Números recordes de falências bancárias, e as maiores empresas, as principais beneficiárias da ajuda governamental, procuraram segurança no aumento de tamanho, esperando manter seu status de “grandes demais para falir”.

Dos quinze maiores bancos comerciais dos EUA em 1991 (Citicorp, BankAmerica, Chase Manhattan, J.P. Morgan, Security Pacific, Chemical Banking Corp, NCNB, Manufacturers Hanover, Bankers Trust, Wells Fargo, First Interstate, First Chicago, Fleet/Norstar, PNC Financial, and First Union – com ativos totais de US$ 1,153 trilhão), somente cinco (Citigroup, Bank of America, JPMorgan Chase, Wells Fargo, and PNC Financial - com ativos totais de U$ 8,913 trilhões) sobreviveram como entidades independentes até o final de 2008.

Os bancos de investimento de Wall Street sofreram as maiores transformações. Em 1988, as empresas líderes na oferta de dívida corporativa, títulos baseados em hipotecas, direitos de propriedade e obrigações municipais, eram Goldman Sachs, Merrill Lynch, Salomon Brothers, First Boston, Morgan Stanley, Shearson Lehman Brothers, Drexel Burnham Lambert, Prudential-Bache, and Bear Stearns. No final de 2008, apenas duas dessas nove permaneceram independentes: o Goldman Sachs e o Morgan Stanley, ambos transformados em holdings bancárias, de forma a abrigá-las sob o guarda-chuva da ajuda do governo federal.

Na verdade, o nível global da concentração financeira é muito maior do que aquele que pode ser visto, olhando-se apenas os grandes bancos, já que o que surgiu nos últimos anos são conglomerados financeiros, centralizados em bancos e seguradoras, e engajados num amplo espectro de transações financeiras que dominam a economia dos EUA, inclusive compromissos que estão fora do balanço. Os dez maiores conglomerados financeiros dos EUA em 2008 detinham mais de 60% dos ativos financeiros do país, em comparação com apenas 10% em 1990. O J.P.Morgan Chase agora detém US$ 1 de cada US$ 10 de depósitos bancários no país. O mesmo com o Bank of América e o Wells Fargo. Esses três bancos, mais o Citigroup, agora emitem quase uma de cada duas hipotecas, e respondem por dois de cada três cartões de crédito. Como diz Mark Zandi, economista-chefe da Moody’s Economy: “O oligopólio se fortaleceu” (13).

Notas:

1 Clinton citado em Bob Woodward, The Agenda (New York: Simon and Schuster, 1994), 73.

2 Henry Kaufman, The Road to Financial Reformation (Hoboken, NJ: Wiley, 2009), 153; “What’s Still Wrong with Wall Street?” Time Magazine, October 29, 2009, 26.

3 Obama Calls Wall Street Bonuses “Shameful,” New York Times, January 29, 2009; Matt Taibbi, “The Great American Bubble Machine,” Rolling Stone, July 13, 2009, http://rollingstone.com; Simon Johnson, “The Quiet Coup,” May 2009, http://theatlantic.com.

4  Paul Angelides, “Opening Remarks,” Financial Crisis Inquiry Commission, Washington, D.C., September 17, 2009.

5 Rudolf Hilferding, Finance Capital (London: Routledge and Kegan Paul, 1981), 128-29.

6 Jerry W. Markham, A Financial History of the United States (Armonk, New York: M.E. Sharpe, 2002), vol. 2, 12-13; Paul M. Sweezy, “Investment Banking Revisited,” Monthly Review 33, no. 10 (March 1982), 6.

7 U.S. House of Representatives, 62nd Congress, Report of the Committee Appointed Pursuant to House Resolutions 429 and 504 to Investigate the Concentration of Control of Money and Credit, February 28, 1913 (Pujo Committee), 55, 129; Markham, A Financial History, vol. 2, 47-54; Louis Brandeis, Other People’s Money (New York: Frederick A. Stokes Co, 1914), 1-4.

8     Markham, A Financial History, vol. 2, 173-86. The most detailed study of the various financial interest groups in the U.S. economy conducted during the New Deal period was “Interest Groups in the American Economy” by Paul M. Sweezy, published as Appendix 13 of Part 1 of the National Resources Committee’s report, The Structure of the American Economy (Washington, 1939). Later reprinted in Paul M. Sweezy, The Present as History (New York: Monthly Review Press, 1953), 158-88.

9   John Kenneth Galbraith, American Capitalism (Boston: Houghton Mifflin, 1953), 108.

10   V.I. Lenin, Imperialism (New York: International Publishers, 1939), 47; Veblen, Absentee Ownership, 227; Paul M. Sweezy and Harry Magdoff, The Dynamics of U.S. Capitalism (New York: Monthly Review Press, 1972), 143.

11   Sweezy, The Present as History, 167; Kenneth J. Stiroh and Jennifer P. Poole, “Explaining the Rising Concentration of Banking Assets in the 1990s,” Federal Reserve Board of New York, Current Issues in Economics and Finance 6, no. 9 (August 2000), 2.

12   Loretta J. Mester, “Some Thoughts on the Evolution of the Banking System and the Process of Financial Intermediation,” Federal Reserve Bank of Atlanta, First and Second Quarters 2007, 67-68.

13   Henry Kaufman, The Road to Financial Reformation (Hoboken, New Jersey: John Wiley and Sons, 2009), 97-106, 234; Floyd Norris, “To Rein in Pay, Rein in Wall Street,” New York Times, October 30, 2009; David Cho, “Banks ‘Too Big to Fail’ Have Grown Bigger,” Washington Post, August 28, 2009.

Continua na próxima edição

 

 


Primeira Página

 

Página 2

Lula: “O Brasil acreditou que o acordo com o Irã era possível”

Não há razão para as ameaças de sanções continuarem, diz Amorim

Empresas nacionais de informática terão prioridade nas compras governamentais

Comitê gaúcho entrega a senadores manifesto em defesa do pré-sal

Funcionários da Telebrás refutam “pressões espúrias” das teles fixas

Serviços e indústria impulsionam criação de 305 mil novos empregos

Expediente

Página 3

Vox Populi e Sensus confirmam ascensão e Dilma passa Serra

Para Dilma, “política externa de Lula é vitoriosa”

PSDB tenta parar Dilma apelando por censura ao programa do PT

Castelo de Areia: PF detecta pagamento de propina a membros do governo de SP

PT-DF pode se coligar com o PMDB na próxima eleição

Marina lança sua candidatura e Gil diz que o PT é igual ao PSDB

Roseana recebe o apoio de líderes do PT do Maranhão

Isso não será nossa estratégia de campanha, diz presidente do PT sobre a fala de Marta

Página 4

Privatização do setor energético trouxe apagões e alta nas tarifas

 

Rui Falcão: “São Paulo ficou à mercê dos monopólios privados”

 

Lançado em SP o Centro de Estudos “Barão de Itararé”

 

TRE-RS garante mandato de vereador que se filiou ao PPL

 

Incêndio no Butantan destrói acervo raro

Cartas

Página 5

Servidores das universidades de SP mantêm greve por reajuste de 16%

Professores de MG garantem mesa de negociação e exigem aumento no piso

Audiência termina sem acordo e judiciário de SP amplia greve

Senador Paim convoca vigília pela aprovação do reajuste dos aposentados

Dunga divulga os convocados para a seleção da Copa e deixa Ronaldinho e Ganso na espera

Página 6

Tubo da BP só consegue drenar 1,5% do vazamento de petróleo 

Manifestantes cercam escritórios da BP em 20 cidades dos EUA 

Gregos ocupam centro de Atenas e convocam nova greve geral contra a extorsão do FMI 

Manifestação em Madri repudia corte de salários do funcionalismo e de programas sociais por Zapatero 

Rússia rechaça a condenação de combatente do nazismo na Letôniaa

Regime de Israel barra a entrada do linguista judeu-americano Noam Chomsky

Solidários aos palestinos, Costello e Santana negam-se a participar de festival de música em Israel

Página 7

Comunidade internacional saúda acordo com Irã obtido pelo Brasil

EUA prepara o Super Idiot, o novo antimissil do Pentágono

Japoneses cobram de Hatoyama compromisso com retirada de base americana de Okinawa

Russel Crowe: “Hobin Hood apontaria suas flechas hoje contra o monopólio da mídia e Wall Street”

França libera empresário iraniano acusado pelo governo americano 

Tailândia: oposicionistas exigem a volta de Thaksin e democracia

Presidente do G15 toma posse e defende união contra pobreza

Página 8

A elite do poder financeiro (1) 

 

Leia

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“O pré-sal é nosso!”, entidades convocam ato dia 19 na Paulista

Sem priorizar mercado interno e as empresas nacionais não há meio de esconjurar a crise

Múltis intensificam lobby para assumir controle do pré-sal 

BC pôs Brasil na rota do tsunami elevando o juro relativo para atrair capital externo

GM já era

CPI da Petrobrás deve deixar tucanos fora da presidência e relatoria

Tucanos prosseguem com CPI sabotagem do governo FH contra Petrobrás, diz Aepet

O que o Brasil quer é saber como tucanos afundaram a maior plataforma do mundo

Múltis adquirem 30 calabares no Senado para zoar Petrobrás

União jogaria dinheiro fora se deixasse múlti faturar com o pré-sal

Para Gilmar Mendes, STF tem que se lixar para a voz do povo
Múltis querem mamar petróleo que Petrobrás descobriu no “pré-sal”

“Para quem no começo falava menas laranja é chique demais”

Bank of America e Citibank estão de pires na mão

PF indicia Dantas em cinco artigos do Código Penal

‘V. Exa. não está falando com os seus capangas do Mato Grosso’

Lula reduz o superávit primário e libera mais R$ 38 bi para investir

“País deve se basear na força do mercado interno”, afirma Lula

Empresas nacionais repelem portaria que estimula importação de máquinas usadas

BC usa “previsões” para frear queda da taxa básica de juros

Revolta contra os cupins financeiros conflagra Londres

Centrais querem mais emprego e menos juro para impedir tsunami de invadir nossa praia

Remessas ao exterior mantêm a escalada e vão a US$ 2,6 bilhões

Bancos propõem corte na renda da caderneta de poupança em prol do achaque ao Erário

Múltis drenam do país US$ 3,266 bilhões só em dez dias de março

Vale demite, reduz salários e distribui R$ 5 bi a acionistas

Sob pressão, BC recua juro outro pontinho e meio

Aumento do IDE agrava sangria de recursos do Brasil para fora

Desnacionalização e gestão temerária sufocam a Embraer

Solução para a Embraer é voltar a ser do Estado

Febraban diz que reduz spread se a União pagar conta de inadimplentes

“Decisão do governo é não emprestar a quem desemprega”, diz Lula

Lula: “Eles cultivam o ódio dos de cima contra os de baixo” 

BC assalta 80 bi das reservas para ajudar bancos em Wall Street

Juros e pilantragem de múltis fazem produção industrial encolher 19%

Repatriamento de capital por múltis ameaça as contas externas do Brasil

Juro alto do BC é o fundamento do spread aloprado

Conselheiros do CDES pedem a antecipação da reunião do Copom

Meirelles recua debaixo de vara e reduz os juros em um pontinho

Centrais fecham com Lula ofensiva contra os juros, demissões e redução dos salários

Fiesp abre guerra contra os salários dos trabalhadores

BB paga R$ 4 bilhões para Votorantim ficar com o controle do BV

Juros e alarmismo midiático freiam a produção industrial

 Israel testa Obama com chacina contra palestinos em Gaza

Para Lula, juros têm que cair no começo de 2009

Para nababos da Vale, povo duro é a melhor receita contra a crise

“Toma o beijo da despedida, seu cachorro!”

Meirelles afronta o Brasil e não reduz taxa de juros para jogar país na crise

Alencar mantém BC sob pressão: “esses juros são anomalia”

Lula a Meirelles: “juro está além daquilo que o bom senso indica”

Montadoras almoçam os R$ 8 bi do crédito e mantêm ameaça de demitir trabalhadores

Meirelles diz que não aceita baixar juro para priorizar crescimento

Juro alto dissipa 29% da renda disponível no país, afirma Ipea

Procurador avalia que há provas para Daniel Dantas pegar um ano a mais que Al Capone

“Gasto público que precisa ser cortado é o juro”, diz Ipea

Meirelles quer que Brasil traia o compromisso com G-20 sobre redução do juro

China põe R$ 1 trilhão na infra-estrutura para crescer 9% em 2009

EUA responde à crise votando em massa na mudança

Fusão de Unibanco com Itaú torna mais anti-social sistema financeiro privado

Banqueiros põem o compulsório no bolso e dão uma banana ao crédito

Greve da Polícia Civil cresce e responde a Serra nas ruas de SP

Eleições em S. Paulo opõem integridade de Marta à dissimulação indecorosa de Kassab

Governador trai promessa e dá ordem para PM atacar policiais

Marta sobe porque é Lula. Kassab cai porque é oposição

Retratação de Gabeira reafirma preconceito contra “suburbanos”

Inauguração da P-51 é resposta do Brasil à crise

Eleições dão vitória aos aliados de Lula em todas as regiões

Lula pede a S. Paulo que vote em Marta: “temos as mesmas idéias e projetos”

Veto popular assusta republicanos e trava bailout de US$ 700 bi a especulador falido

Economia na mão de especuladores levou EUA à crise, diz Lula

Para Serra, Kassab é leal. Alckmin, não

Lula mobiliza PF para fechar nossa fronteira a terroristas da Bolívia

Kassab usa Ama para passar verba pública aos grupos privados

Com inflação em queda, BC eleva juro para afundar o Brasil em 2009

Comando do Exército desmente Jobim: “a maleta da Abin não serve para escutas”

Maleta não faz grampo, apenas a varredura, diz técnico da Abin

Quadrilha pró-Dantas acusa Abin de gravar seu truta no Supremo

Trabalhadores se unem e dão apoio unânime à Marta

China desbanca EUA da liderança olímpica

Tucanos vão ao STF para derrubar o piso salarial de professor

Magistrados armam barraco no Supremo

Lula convoca UNE a deflagrar campanha do ‘Pré-sal é Nosso!’

Kassab responsabiliza Alckmin por atrofia do Metrô-SP e vice-versa

BC faz do Brasil último peru com farofa em mesa de especulador, diz Delfim Netto

Alckmin tira o corpo fora e põe na conta de Serra o desastre da Linha 4 do Metrô

BC manipula previsão de crescimento para forçá-lo a despencar