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Mutuários
ameaçados fazem protesto na sede do J.P. Morgan
Proprietários de imóveis
protestaram durante a reunião anual do banco norte-americano J.P Morgan Chase,
em Nova York. Os manifestantes se opõem à iminente retomada de suas casas e
proibição de negociações para modificação dos termos das hipotecas.
O presidente-executivo do JP Morgan
Chase, Jamie Dimon, foi questionado pelo líder de direitos civis, o reverendo
Jesse Jackson sobre a responsabilidade do banco com as regiões afetadas pela
crise das hipotecas e a retomada das casas.
“Quantos clientes poderão ter suas
casas retomadas?”, indagou Jackson. O reverendo pressionou Dimon sobre a posição
do JP Morgan sobre a proposta de legislação que dá a juízes o direito de
modificar as hipotecas em caso de falência pessoal.
O executivo reagiu negativamente à
ideia, defendendo que isso deve ser direto dos bancos.
Jackson exigiu a criação de uma
comissão independente para investigar as dispari-dades entre os empréstimos. O
líder antirracista denunciou que mutuários negros receberam empréstimos “subprime”,
com altos juros, enquanto que mutuários brancos, em situação similar, receberam
empréstimos “prime”, com juros menores.
O JP Morgan colocou alguns
funcionários para tentar esclarecer as duvidas dos que protestavam. Questionado
por uma proprietária sobre a proibição de mudanças dos termos de sua hipoteca,
um funcionário alegou que “nem sempre é responsabilidade do JP Morgan quando são
negados requerimentos das pessoas. Temos que obedecer as regras estabelecidas
pelo governo”.
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