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Austrália expulsa espião do Mossad que Israel colocou em sua embaixada
O governo da Austrália expulsou um expião israelense pela falsificação de
passaportes do país. Os documentos australianos foram forjados e utilizados
pelo serviço secreto de Israel (Mossad) durante o assassinato do líder do
Hamas, Mahmud al-Mabhuh, no mês de fevereiro, em Dubai.
A medida foi tomada após o país constatar a responsabilidade de Israel pelos
passaportes australianos forjados.
O chanceler australiano, Stephen Smith, informou a decisão ao Parlamento,
afirmando que seu país não tolerará abusos com seus passaportes. O governo
não informou o nome do diplomata envolvido com a falsificação.
Smith ressaltou que os passaportes foram “deliberadamente forjados e
clonados para o uso” em Dubai, segundo uma investigação das agências de
inteligência da Austrália.
“A alta qualidade desses passaportes falsos aponta para o envolvimento de um
serviço de inteligência de Estado”, considerou, afirmando que outras pistas
levaram à responsabilização de Israel pela fraude.
“Nenhum governo pode tolerar o abuso com seus passaportes, especialmente por
um governo estrangeiro”, afirmou o chanceler.
Numa declaração em tom de ameaça, a chancelaria israelense disse lamentar a
decisão australiana, alegando que a atitude “não se alinhava com a natureza
e importância das relações bilaterais”.
Al-Mabhuh, um dos líderes do Hamas, foi sequestrado, torturado e assassinado
no início do ano em Dubai por membros do Mossad, que utilizaram passaportes
de outras nacionalidades para entrarem no país. Segundo o governo de Dubai,
os agentes do Mossad envolvidos portavam passaportes ingleses, franceses,
irlandeses, alemães, e australianos.
No mês de março, a Inglaterra expulsou um diplomata israelense relacionado
com o caso.
Os israelense até hoje tergiversam sobre a operação. Não conseguem negar,
mas dizem que “não foram apresxentadas provas” do envolvimento do Mossad. As
informações publicadas em diversos meios dão conta de foi o próprio
primeiro-ministro israelense, Bibi Netaniahu, que deu ao chefe do Mossad,
Meir Dagan, a luz verde para a operação Dubai durante um encontro na
Midrasha, sede do Mossad, ao norte de Tel Aviv.
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