|
Juíza nega absolvição aos criminosos do
jato Legacy
A juíza Vanessa
Curti Perenha Gasques, da 3ª Vara Federal de Mato Grosso, negou absolvição
sumária dos pilotos norte-americanos Joseph Lepore e Jan Paladino. Os dois
estavam no comando do jato Legacy que em 2006 se chocou e derrubou uma
aeronave da empresa Gol, matando as 154 pessoas que estavam a bordo.
Em sua decisão,
a juíza, que assumiu os processos que tramitam na cidade de Sinop (MT),
afirma que “os elementos de convicção até aqui colecionados não permitem
dizer que os fatos imputados [aos pilotos] não constituem crime. Pelo
contrário, há indícios de autoria e materialidade”. Nos Estados Unidos, os
pilotos sequer tiveram cassadas suas licenças, e ainda foram recebidos com
“heróis” naquele país.
A juíza Vanessa
Gasques determinou ainda a expedição de mandado de busca e apreensão dos
equipamentos do Legacy, que estavam com o Cenipa (Centro de Investigação e
Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) de Brasília e foram entregues ao
representante da empresa dos pilotos.
T-CAS
Conforme o que
foi apurado, os dois pilotos não respeitaram o plano de vôo e sequer leram o
manual de instruções da aeronave. Segundo o perito Roberto Peterka, a
caixa-preta do Legacy mostrou que eles nunca chegaram a acionar u m
equipamento fundamental para voar, conhecido como T-CAS. “O T-CAS é um
sistema anticolisão, é a visão do piloto. Em altas velocidades, a visão do
piloto não consegue ver outro avião se aproximado. O T-CAS faz isso em 360º
De qualquer posição em que venha um avião que possa significar um risco de
colisão, o T-CAS alerta ao piloto ou a tripulação de que tem um avião se
aproximando nessas condições”, disse o perito.
O avião da Gol
realizava o vôo 1907 de Manaus (AM) para o Rio de Janeiro, e ao sobrevoar a
região Norte do país foi atingido pelo Legacy, da empresa táxi aéreo
norte-americana ExcelAire. Após a colisão, o Legacy conseguiu pousar em
segurança em uma base na serra do Cachimbo (PA).
|