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Para Dilma, é absurdo dar incentivo para
importar
A
pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou que, no momento em que
a economia internacional passa por momentos de incertezas, os países
emergentes são as “âncoras da produção e do emprego no mundo”. “O Brasil
teve um posicionamento sólido diante da crise”, ressaltou, na terça-feira
(25), ao participar da sabatina com os candidatos a presidente promovida
pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo Dilma, o governo do
presidente Lula adotou um novo modelo de desenvolvimento, baseado em
políticas de inclusão e mobilidade social. “Algo nos distinguiu. Priorizamos
o combate sem tréguas à miséria extrema e a ampliação do mercado interno.
Trata-se de um novo modelo de desenvolvimento que estrutura um novo
horizonte de oportunidades para o Brasil. Alguns fatores são fundamentais,
como um mercado interno robusto, baseado na mobilidade social. Pela primeira
vez, nos últimos 20 anos, as pessoas puderam subir de vida”, observou.
A pré-candidata enfatizou que
o governo Lula colocou os investimentos em infraestrutura “na ordem do dia”,
a partir de 2007, com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
“Mudamos a nossa concepção de infraestrutura”, acrescentou, lembrando os
recursos direcionados para obras de saneamento, habitação e urbanização nas
cidades, além dos investimentos em rodovias e ferrovias no país.
Dilma Rousseff combateu a
ideia de fazer corte de despesas públicas sem critérios, como tem proposto a
oposição. “Todo mundo quer qualidade na saúde, na segurança pública, na
educação, mas não se consegue isso sem investir. Isso não pode. Não pode
falar que vai acabar com área X, tem que buscar maior eficiência dentro
delas. Fazer corte e ver o que pode ser mudado. Falar de forma genérica
parece que fica um discurso que é reminiscência da crise do mercado
absoluto. Naquela época não se investia em estrada, não se aumentava salário
mínimo”, disse.
Respondendo indagação de um
empresário e se referindo a São Paulo, Dilma destacou que “não é admissível
que se use o ICMS... pode fazer sentido do ponto de vista do estado, mas não
faz sentido do ponto de vista do Brasil permitir que haja incentivo
tributário à importação e a destruição de cadeias produtivas nacionais. Isso
é de fato um absurdo”.
Na última quarta-feira (26),
Dilma Rousseff esteve em São Paulo onde concedeu entrevistas às rádios Tupi
e Record e ao telejornal SBT Brasil.
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