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Amorim: potências militares não estavam
interessadas no entendimento com o Irã
“O Brasil não pode desinteressar-se dos assuntos que afetam a paz mundial”,
afirmou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, destacando que, ao
buscar uma solução pacífica na questão do Irã, o país cumpriu com sua
responsabilidade de defender a paz como membro do Conselho de Segurança das
Nações Unidas. “Não há tema que mais afete a segurança internacional do que
o do Oriente Médio”, disse, em entrevista para o jornalista Mauro Santayana,
no Jornal do Brasil de sábado.
Celso Amorim avaliou que a atuação positiva do Brasil – junto com a Turquia
– surpreendeu as grandes potências, porque elas não acreditavam que os
iranianos iriam aceitar as condições que haviam proposto em outubro passado.
“É provável que não esperassem a aquiescência do Irã aos esforços da Turquia
e do Brasil, que agiram como países soberanos, interessados na paz. Eles
gostariam de ter iniciado o processo de punição antes de nossos
entendimentos – e responderam com a decisão da secretária de Estado (dos
EUA, Hilary Clinton) de propor as sanções”, comentou.
O ministro assinalou que hoje o Brasil, não só pode agir com independência e
defender seus interesses, como ao mesmo tempo contribuir para a ordem
mundial. “A política que reúne o nosso interesse como nação e os nossos
ideais humanistas é a da solidariedade, e ela nos está trazendo maior
reconhecimento nos foros internacionais”, completou.
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